Vacina de mRNA mostra potencial para reduzir retorno do câncer de pele

Estudo de fase 3 com mais de 1,1 mil pacientes indicou resultados promissores contra a reincidência do melanoma após cirurgia.

Foto: Reprodução | Pixabay.

Uma vacina experimental baseada em tecnologia de mRNA apresentou resultados promissores na redução do risco de retorno do melanoma em pacientes considerados de alto risco. Desenvolvido em parceria pelas farmacêuticas Moderna e MSD, o imunizante foi testado em combinação com o medicamento pembrolizumabe, conhecido como Keytruda.

A pesquisa de fase 3 envolveu 1.137 pacientes que haviam sido submetidos à cirurgia para retirada do tumor. O estudo comparou o uso isolado do Keytruda com a combinação do medicamento e da vacina experimental.

Os participantes que receberam a terapia conjunta apresentaram menores índices de reincidência do câncer. Os dados completos ainda serão apresentados em congresso científico e passarão por avaliação da FDA, agência reguladora dos Estados Unidos.

Vacina personalizada

Chamada de intismeran (mRNA-4157), a vacina não foi desenvolvida para prevenir o câncer em pessoas saudáveis. A proposta é utilizá-la como tratamento personalizado para pacientes que já tiveram o tumor removido.

A tecnologia utiliza informações genéticas obtidas a partir do tumor para identificar proteínas mutantes, conhecidas como neoantígenos. Com essas informações, são produzidas moléculas de RNA mensageiro capazes de orientar o organismo a reconhecer e atacar células cancerígenas.

A estratégia busca fortalecer a resposta do sistema imunológico e diminuir a possibilidade de novas metástases.

Tecnologia pode avançar contra outros tumores

A tecnologia de mRNA, que ganhou destaque durante a pandemia de Covid-19, vem sendo estudada para diferentes aplicações na área da oncologia.

Se os resultados forem confirmados pelas próximas análises, a plataforma poderá ser investigada também contra outros tipos de câncer, incluindo tumores de pâncreas, rins e pulmões. Os dados definitivos serão fundamentais para avaliar a eficácia e a segurança da nova abordagem.

Fonte: Moderna, MSD e Agência Brasil

Entre no nosso canal de WhatsApp e receba notícias em tempo real, Clique aqui

Inscreva-se em nosso canal no Youtube, Clique aqui

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar