A cacauicultura brasileira ganha uma nova estratégia para ampliar a produção, fortalecer a sustentabilidade e melhorar sua inserção no mercado internacional. Instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Plano Inova Cacau 2030 estabelece ações de governança, assistência técnica, inovação, monitoramento e articulação entre os diferentes elos da cadeia produtiva.
Criado por meio da Portaria nº 909, de 22 de maio de 2026, o projeto da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) busca integrar políticas públicas, pesquisa científica, inovação tecnológica, sustentabilidade e apoio aos produtores.
A proposta também prevê mecanismos para acompanhar metas e resultados, definir prioridades e desenvolver soluções adaptadas às diferentes regiões produtoras de cacau do país.
A sustentabilidade é uma das bases do plano. Na Bahia, por exemplo, a produção de cacau pelo sistema Cabruca mantém o cultivo sob a sombra de árvores e contribui para a conservação da Mata Atlântica.
A valorização da Cabruca e de outros sistemas agroflorestais está entre as estratégias para conciliar produção, preservação ambiental, proteção do solo e da água, conservação da biodiversidade e diversificação da renda no campo.
Experiências desenvolvidas em estados como Bahia, Pará e Rondônia também reforçam a importância da assistência técnica, da pesquisa e da adoção de tecnologias adequadas às características de cada região.
O Plano Inova Cacau 2030 prevê maior articulação entre estados, municípios, instituições de pesquisa, entidades de assistência técnica, cooperativas, produtores, indústrias e empresas da cadeia produtiva.
A nova etapa de implementação também considera as mudanças estabelecidas pela Lei nº 15.337/2026, que ampliou os objetivos da Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade.
Entre os temas fortalecidos estão a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico, a sustentabilidade, a extensão rural, a certificação, a defesa fitossanitária e a abertura de novos mercados.
A legislação ainda prevê que a assistência técnica e a extensão rural possam ser realizadas diretamente pela CEPLAC ou por organizações credenciadas, ampliando as possibilidades de atendimento aos produtores.
As novas exigências do comércio global também estão no centro da estratégia. O crescimento da demanda por informações sobre origem, produção e conformidade socioambiental exige maior organização da cadeia brasileira.
O Inova Cacau 2030 prevê o fortalecimento da rastreabilidade, da organização das informações produtivas e ambientais e da orientação aos produtores, com o objetivo de preservar o acesso aos mercados e transformar os atributos socioambientais em vantagem competitiva.
Ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural, bases públicas de monitoramento e tecnologias de georreferenciamento podem contribuir para ampliar o controle sobre a origem da produção.
A pesquisa científica será outro eixo estratégico do plano. A CEPLAC atua na conservação e no melhoramento genético do cacaueiro, na identificação de materiais mais produtivos e resistentes a doenças e no desenvolvimento de tecnologias de manejo.
O trabalho também inclui ações voltadas à prevenção de ameaças fitossanitárias, como a monilíase do cacaueiro, além do desenvolvimento de métodos para mensurar e valorizar os benefícios ambientais da produção.
Com foco na integração entre pesquisa, assistência técnica, inovação e sustentabilidade, o Plano Inova Cacau 2030 busca preparar a cacauicultura brasileira para os desafios dos próximos anos, ampliando a competitividade do setor e fortalecendo a presença do cacau brasileiro no mercado global.
Fontes: Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) / Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)
Entre no nosso canal de WhatsApp e receba notícias em tempo real, Clique aqui
Inscreva-se em nosso canal no Youtube, Clique aqui
Comentários