Famílias de desaparecidos podem fazer coleta de DNA gratuitamente em 342 postos

Mobilização nacional segue até 28 de agosto, mas doação de material genético pode ser feita posteriormente; procedimento é simples e não exige exame de sangue.

Foto: Divulgação/Ascom DPT.

Famílias de pessoas desaparecidas podem participar da Mobilização Nacional de Coleta de DNA, que começou nesta segunda-feira (24) e disponibiliza 342 postos gratuitos em diferentes regiões do país. A iniciativa busca ampliar a identificação de pessoas desaparecidas e auxiliar parentes que aguardam respostas.

A coleta é feita, preferencialmente, em familiares de primeiro grau, como pais, filhos e irmãos biológicos. Para participar, é necessário apresentar documento de identificação e informações do Boletim de Ocorrência (BO), incluindo número, estado e delegacia responsável.

Como funciona a coleta de DNA

O procedimento é realizado com um cotonete na parte interna da bochecha e não exige coleta de sangue. O material é utilizado para comparar o perfil genético do familiar com bancos de DNA estaduais e nacional, além de possibilitar buscas internacionais.

A coleta pode ser feita em qualquer posto disponível, mesmo que esteja em outra cidade ou estado. Quem já realizou a doação anteriormente não precisa repetir o procedimento.

Apesar de a mobilização ocorrer até sexta-feira (28), não existe prazo limite para a doação de DNA. Para realizar a coleta, é necessário que exista um registro de desaparecimento por meio de Boletim de Ocorrência.

Familiares também podem levar objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material genético, como escova de dentes, aparelho de barbear, dente de leite ou cordão umbilical.

Caso a pessoa seja identificada, um laudo oficial será encaminhado à delegacia responsável pela investigação, que entrará em contato com a família para informar o resultado e orientar sobre os próximos procedimentos.

A mobilização é realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e chega à quarta edição, reforçando o uso da tecnologia genética como ferramenta de investigação e identificação de pessoas desaparecidas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)

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