Menopausa afeta a pele: veja os principais sinais e cuidados para reduzir os impactos

Queda do estrogênio acelera a perda de colágeno e favorece ressecamento, flacidez e rugas, mas hábitos saudáveis ajudam a preservar a saúde da pele.

Foto: Ground Picture | Shutterstock.

A menopausa provoca mudanças que vão além do fim da menstruação e também impacta diretamente a saúde da pele. A redução dos níveis de estrogênio diminui a produção de colágeno, favorecendo o ressecamento, a perda de elasticidade, a flacidez e o surgimento de rugas mais evidentes. Especialistas alertam que cuidados diários e acompanhamento médico podem amenizar esses efeitos naturais do organismo feminino.

A menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação e, geralmente, ocorre entre os 45 e 55 anos. Segundo dados do IBGE, cerca de 17 milhões de brasileiras vivem essa fase, marcada por alterações hormonais que influenciam a hidratação, a firmeza e a capacidade de regeneração da pele.

De acordo com especialistas, a queda hormonal pode provocar perda significativa de colágeno nos primeiros anos após a menopausa, além de tornar a pele mais fina, sensível e com cicatrização mais lenta. Esses sinais podem começar ainda na perimenopausa, período de transição antes da interrupção definitiva dos ciclos menstruais.

Para reduzir os impactos, dermatologistas recomendam o uso diário de protetor solar, alimentação rica em proteínas e antioxidantes, prática regular de atividades físicas, hidratação adequada, sono de qualidade, controle do estresse e abandono do tabagismo, fatores que ajudam a retardar o envelhecimento cutâneo.

Além dos hábitos saudáveis, produtos como vitamina C, retinoides, niacinamida e alfa-hidroxiácidos podem contribuir para melhorar a aparência da pele quando utilizados com orientação médica. Procedimentos dermatológicos, como bioestimuladores de colágeno, laser, radiofrequência, ultrassom microfocado e preenchimento com ácido hialurônico, também apresentam bons resultados em casos selecionados.

A terapia de reposição hormonal pode beneficiar a pele em algumas mulheres, melhorando hidratação, elasticidade e espessura cutânea. No entanto, sua indicação deve ser feita de forma individualizada, após avaliação médica, considerando o histórico clínico e os riscos e benefícios de cada paciente.

Fonte: Agência Einstein

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