Correios adiam cortes e buscam empréstimo bilionário para enfrentar crise financeira

Estatal suspendeu fechamento de unidades e mudanças internas após ameaça de greve; empresa tenta captar R$ 7 bilhões para manter operações.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Os Correios suspenderam temporariamente parte do plano de reestruturação diante da pressão dos sindicatos e da ameaça de paralisação nacional. A estatal enfrenta uma grave crise financeira, com prejuízos bilionários, e busca novas fontes de recursos para garantir a continuidade dos serviços.

A direção da empresa congelou até 31 de julho de 2026 medidas como o fechamento de unidades de atendimento, alterações no sistema de distribuição e o fim de gratificações para funcionários que atuam no atendimento ao público.

Apesar da suspensão, os Correios afirmam que outras ações do plano de recuperação seguem em andamento, incluindo a venda de imóveis sem uso e medidas de redução de despesas.

O projeto inicial previa o fechamento de cerca de mil agências e centros de tratamento, com expectativa de economia de R$ 2,1 bilhões. Até o momento, apenas 256 unidades foram desativadas. O novo cenário também impacta o Programa de Demissão Voluntária (PDV), que deve buscar a redução entre 2 mil e 3 mil vagas.

A empresa também negocia um novo empréstimo de aproximadamente R$ 7 bilhões para reforçar o caixa. Em outra frente, firmou acordo de R$ 2,3 bilhões com o Banco do Brasil para serviços postais pelos próximos cinco anos, incluindo distribuição de cartões, correspondências e malotes.

Com dificuldades financeiras e desafios para implementar o plano de reestruturação, os Correios tentam equilibrar redução de custos, manutenção dos serviços e negociações com trabalhadores e instituições financeiras.

Fonte: Correios / Banco do Brasil

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