O inverno teve início oficialmente no Hemisfério Sul às 5h24 deste domingo (21), marcando a estação mais fria do ano no Brasil. Apesar disso, a influência do fenômeno El Niño deve alterar o padrão climático, com possibilidade de temperaturas mais elevadas e mudanças no regime de chuvas em diferentes regiões do país.
A estação se estende até o dia 22 de setembro, quando dá lugar à primavera. No entanto, especialistas apontam que o comportamento do clima neste ano será influenciado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, característico do El Niño, fenômeno confirmado pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (Noaa).
O evento climático, cujo nome tem origem na referência ao “Menino Jesus”, foi identificado inicialmente por pescadores do Peru e do Equador. Ele interfere diretamente na circulação atmosférica, podendo dificultar a chegada de frentes frias em regiões como o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil.
Segundo meteorologistas, o inverno pode ser menos rigoroso do que em anos anteriores, com períodos de temperaturas mais elevadas. Ao mesmo tempo, o fenômeno tende a aumentar a ocorrência de chuvas na região Sul, com possibilidade de eventos intensos em curtos períodos.
Especialistas também destacam que as mudanças climáticas tornam as previsões de longo prazo mais complexas, já que alterações na duração e intensidade dos fenômenos meteorológicos vêm sendo observadas nos últimos anos.
Por ser uma estação astronômica, o inverno ocorre quando o Hemisfério Sul recebe menor incidência de radiação solar. No Brasil, os efeitos variam conforme a região, com maior sensação de frio no Sul e variações menos definidas em áreas próximas à linha do Equador.
A estação segue até setembro com expectativa de clima irregular no país, combinando períodos de calor acima da média, variações térmicas e chuvas mais intensas em determinadas regiões.
Fonte: Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (Noaa) / Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) / Agência Brasil
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