Anvisa manda recolher antibióticos e solução fisiológica após identificação de falhas de qualidade

Medicamentos tiveram irregularidades detectadas em lotes específicos e estão proibidos de ser comercializados ou utilizados.

Foto: Internet.

Pacientes e profissionais de saúde devem redobrar a atenção após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar o recolhimento de lotes de medicamentos utilizados no tratamento de infecções e de uma solução fisiológica. A medida foi adotada em razão da identificação de desvios de qualidade que podem comprometer a segurança dos produtos.

Entre os itens afetados está um lote do antibiótico injetável Polycid®, utilizado no tratamento de infecções graves. Segundo a Anvisa, o fabricante já iniciou o recolhimento voluntário do medicamento e o produto não deve mais ser comercializado, distribuído ou utilizado.

Outro antibiótico atingido pela medida é um lote de fosfato de clindamicina injetável. Durante a inspeção, foram encontrados corpos estranhos e precipitados no interior de frascos lacrados, situação que motivou a retirada imediata do mercado.

A agência também determinou o recolhimento de um lote de solução fisiológica de cloreto de sódio após a constatação de desvio de qualidade. O produto está proibido para venda, distribuição e uso até que a situação seja regularizada.

Além disso, a Anvisa ordenou o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas por uma farmácia de manipulação. A fiscalização constatou a comercialização de medicamentos manipulados padronizados, sem individualização e sem a apresentação de prescrição emitida por profissional habilitado. Os produtos eram divulgados por meio de plataformas digitais e redes sociais.

A orientação da Anvisa é que consumidores, unidades de saúde e estabelecimentos farmacêuticos verifiquem os lotes dos produtos envolvidos e interrompam imediatamente a utilização dos itens recolhidos. As ações fazem parte das medidas de vigilância sanitária para garantir a qualidade e a segurança dos medicamentos disponibilizados à população.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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