Cardiopatia congênita afeta cerca de 30 mil bebês por ano no Brasil e exige diagnóstico precoce

Especialistas destacam avanços no acesso ao tratamento e reforçam a importância dos exames durante a gestação e nos primeiros dias de vida.

Foto: visoot/ Adobe Stock.

Cerca de 30 mil crianças nascem anualmente com algum tipo de cardiopatia congênita no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Neste Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce, que aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e qualidade de vida dos pacientes.

A cardiopatia congênita é caracterizada por alterações na formação do coração ainda durante a gestação. A condição reúne diferentes tipos de malformações, que podem variar de casos leves a situações que exigem intervenção médica logo após o nascimento.

O avanço dos exames pré-natais e da assistência especializada tem ampliado o acesso ao diagnóstico em diversas regiões do país. Quando identificada durante a gravidez, a doença permite melhor planejamento do parto e dos cuidados necessários nos primeiros dias de vida do bebê.

Médicos também orientam os pais a observarem sinais como dificuldade para ganhar peso, cansaço durante a amamentação, respiração acelerada e coloração arroxeada nos lábios ou extremidades, sintomas que podem indicar problemas cardíacos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento integral para crianças com cardiopatia congênita, incluindo exames, tratamentos clínicos e cirurgias de alta complexidade. Especialistas ressaltam que, com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes pode desenvolver uma vida ativa, saudável e com poucas limitações.

Fonte: Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e Agência Brasil

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