As empresas estatais federais encerraram os quatro primeiros meses de 2026 com déficit primário de R$ 5,93 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado é o pior para o período desde o início da série histórica, em 2002, e já supera o rombo de R$ 5,1 bilhões contabilizado durante todo o ano de 2025.
O indicador revela que as companhias controladas pela União gastaram mais do que arrecadaram, considerando despesas operacionais e investimentos, sem incluir o pagamento de juros. Entre as empresas que mais impactaram o resultado estão os Correios, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e a Eletronuclear.
De acordo com o governo federal, parte do aumento das despesas está relacionada à retomada de investimentos em infraestrutura e projetos vinculados ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de ações voltadas à modernização e reestruturação das estatais.
Para conter o avanço do déficit, o Ministério do Planejamento informou que empresas com dificuldades financeiras deverão adotar planos de recuperação. Nos Correios, por exemplo, as medidas incluem programas de desligamento voluntário, revisão de contratos, venda de imóveis ociosos e ajustes tarifários.
A meta fiscal do governo para o setor em 2026 admite déficit de até R$ 6,75 bilhões. A expectativa é que as ações de reestruturação e controle de gastos contribuam para a redução gradual do rombo nos próximos anos, com projeções de melhora das contas públicas até 2029.
Fonte: Banco Central, Ministério do Planejamento e Orçamento e Governo Federal
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