O crescimento do uso de cigarros eletrônicos, vapes e produtos com sabores artificiais tem ampliado a preocupação das autoridades de saúde sobre a dependência de nicotina entre adolescentes e jovens brasileiros. O alerta foi reforçado durante evento promovido pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) em alusão ao Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio.
Com o tema "Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco", a campanha deste ano chama atenção para as estratégias da indústria fumageira voltadas à conquista de novos consumidores, especialmente entre o público jovem.
Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), cerca de 2,6 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos consomem produtos derivados do tabaco nas Américas, enquanto aproximadamente dois milhões utilizam cigarros eletrônicos. O INCA estima que os custos relacionados às doenças provocadas pelo tabagismo possam chegar a R$ 153 bilhões por ano no Brasil.
Especialistas destacam que dispositivos eletrônicos para fumar e produtos aromatizados aumentam a atratividade da nicotina, favorecendo a iniciação precoce e ampliando os riscos à saúde. O tabagismo está associado ao desenvolvimento de câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e enfermidades respiratórias crônicas.
A Anvisa mantém em vigor a proibição de aditivos que conferem sabor, aroma e outras características capazes de tornar os produtos derivados do tabaco mais atraentes ao consumidor. Pesquisas recentes apontam que a indústria possui condições de fabricar cigarros sem esses aditivos, contrariando argumentos utilizados em questionamentos judiciais.
Autoridades de saúde reforçam que não existe dispositivo eletrônico para fumar considerado seguro e defendem o fortalecimento das políticas públicas de prevenção para evitar que novas gerações desenvolvam dependência de nicotina.
Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA), Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Anvisa / agência Brasil
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