A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu em 5,11% o reajuste máximo anual para planos de saúde individuais e familiares. O índice foi divulgado nesta sexta-feira (29) e é o menor autorizado desde 2021.
A medida impacta cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o que corresponde a aproximadamente 14,5% dos usuários de planos médicos no país. O percentual se aplica aos contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à legislação vigente.
Apesar do teto mais baixo, a ANS aponta que os custos do setor seguem em alta. Em 2025, as despesas assistenciais por beneficiário aumentaram 8,32% em relação ao ano anterior, influenciadas pela elevação dos preços de serviços médicos e pela ampliação da cobertura obrigatória.
O reajuste definido não vale para planos coletivos empresariais ou por adesão, cujos valores são negociados diretamente entre operadoras e contratantes, sem limite fixado pela agência. Já os contratos individuais representam uma parcela menor do mercado de saúde suplementar.
Segundo a ANS, o cálculo do índice considera a variação dos custos assistenciais e a inflação oficial, além de fatores como frequência de uso dos serviços e incorporação de novas tecnologias. A agência afirma que o modelo busca equilibrar a sustentabilidade do setor com a proteção ao consumidor.
A aplicação do reajuste ocorre no mês de aniversário de cada contrato. Em casos com data-base entre maio e junho, a cobrança pode ser iniciada em julho ou agosto, com possibilidade de retroatividade.
Após o anúncio, a orientação é que os consumidores verifiquem se o aumento aplicado pelas operadoras está dentro do limite estabelecido.
Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
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