Seis cidades da Bahia entram em epidemia de dengue e autoridades reforçam alerta à população

Estado já soma mais de 9 mil casos prováveis da doença em 2026; especialistas alertam para prevenção dentro das residências.

Foto: Bruno Concha/Secom PMS.

O avanço da dengue colocou seis cidades baianas em situação de epidemia, segundo dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). Os municípios de Araci, Campo Alegre de Lourdes, Maraú, Remanso, Uauá e Alagoinhas registraram aumento acelerado de casos, acendendo o alerta das autoridades de saúde.

Mesmo com queda de 43,6% nos casos em comparação ao mesmo período do ano passado, a Bahia já contabiliza mais de 9,1 mil casos prováveis de dengue em 2026, além de 121 registros graves e duas mortes confirmadas nas cidades de Juazeiro e Jequié.

Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal arma contra o mosquito Aedes aegypti. Entre os cuidados essenciais estão eliminar água parada em vasos, pneus, garrafas e recipientes abertos, manter caixas d’água tampadas, limpar calhas regularmente e permitir a entrada de agentes de combate às endemias nas residências.

O virologista Gúbio Soares destacou que períodos chuvosos favorecem a proliferação do mosquito e aumentam o risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika. Segundo ele, pessoas sem imunidade anterior ficam mais vulneráveis à infecção e ajudam na rápida disseminação dos vírus.

Já o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Marcos Sampaio, ressaltou que mais de 80% dos focos do mosquito estão dentro das casas. Ele reforçou a importância da conscientização da população e da manutenção das ações preventivas nos municípios.

Entre os sintomas mais comuns da dengue estão febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, náuseas e cansaço intenso. Em casos de agravamento, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

Alagoinhas é uma das cidades em situação mais delicada e decretou emergência após o aumento de casos de dengue, zika e chikungunya. O município também intensificou visitas domiciliares, campanhas educativas e ações de fumacê para conter o avanço das arboviroses.

Fontes: Sesab / Conselho Estadual de Saúde da Bahia e prefeituras municipais

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