Candiba: Após 11 anos do assassinato, mandantes da morte de Elielton Magalhães são condenados

Com a publicação dos réus, a Justiça propõe fim a um caso que chocou a população de Candiba, marcada por traição, vingança e frieza na execução de um crime brutal.

Durvalino da Conceição e Luciana Rosa de Jesus. Foto: Bony Silva.

O julgamento do assassinato de Elielton Magalhães aconteceu nesta segunda-feira (24/02/25), no Forum da Justiça de Guanambi. O júri popular foi presidido pela a juíza da 1ª Vara Criminal, Dra. Cecília Angélica de Azevedo Frota Dias e pelo representante do Ministério público Dr. Ariomar Figueiredo. O irmão da vítima, Durvalino da Conceição, apontado como mandante do crime, foi condenado a 21 anos de prisão por homicídio qualificado. Já esposa da vítima, Luciana Rosa de Jesus, conhecida como “Pixita”, recebeu uma pena de 13 anos por homicídio simples, por ter auxiliado na execução do crime. 

O crime que chocou a região 

O caso remonta a janeiro de 2013, quando Elielton Magalhães foi morto a tiros na porta de sua casa, no município de Candiba. Na época, sua esposa relatou que, em meio ao desespero, não conseguiu identificar o atirador. Entretanto, as investigações revelaram uma trama macabra: o assassinato foi planejado pelo próprio irmão da vítima, Durvalino da Conceição, em parceria com Luciana, que também era sua amante.

Segundo a Polícia, Durvalino contactou Alessandro (Cerol) para que intermediasse a contratação de um pistoleiro, sendo indicado o Flávio Bezerra dos Santos, conhecido como “Perigo”, para executar Elielton. Flávio recebeu R$ 2 mil, um automóvel Gol e uma quantidade de entorpecentes como pagamento pelo serviço.

Flávio Bezerra foi preso posteriormente no município de Candeias e confessou o crime. Ele foi transferido para a Delegacia de Guanambi, onde permaneceu à disposição da Justiça. Apesar das provas contundentes, Durvalino e Luciana sempre negaram o envolvimento no homicídio.

Flávio e Alessandro foram condenados em 2014, tiveram a pena diminuída em razão da colaboração com as investigações, e foram mortos após sair da prisão. Flávio morreu em troca de tiros com a polícia, e Alessandro foi assassinado em Candiba.

Com a publicação dos réus, a Justiça propõe fim a um caso que chocou a população de Candiba, marcada por traição, vingança e frieza na execução de um crime brutal. 

Projeto Mais Júri

Este julgamento faz parte do Projeto Mais Júri do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) uma iniciativa em conformidade com o Programa Bahia pela Paz, do Governo do Estado, com o objetivo de agilizar os julgamentos de ações penais relacionadas a crimes dolorosos contra a vida, promovendo uma resposta mais célere e eficaz à sociedade. 

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar