Pressionada pelo encarecimento dos alimentos e dos combustíveis, a prévia da inflação brasileira acelerou em abril e atingiu 0,89%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O índice, medido pelo IPCA-15, ficou acima do registrado no mesmo período do ano anterior e representa o maior resultado desde fevereiro. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,37%, mantendo-se dentro da margem de tolerância da meta oficial.
Entre os principais responsáveis pela alta estão os grupos de alimentação e transportes. Os preços de alimentos subiram 1,46%, com destaque para produtos como cenoura, cebola, leite e tomate, impactados principalmente pela entressafra e redução na oferta.
Já o setor de transportes avançou 1,34%, impulsionado pelos combustíveis. A gasolina teve aumento de 6,23%, sendo o item que mais influenciou o índice no mês, enquanto o óleo diesel também registrou forte alta.
Fatores externos contribuíram para a pressão nos preços, como a instabilidade no mercado internacional de petróleo, agravada por tensões no Oriente Médio, que afetam a oferta global e elevam os custos dos derivados.
O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial e segue metodologia semelhante ao índice cheio, utilizado como referência para a política econômica do país.
A elevação dos preços reforça o impacto direto no custo de vida das famílias, especialmente em itens essenciais, e mantém o cenário de atenção para os próximos meses.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) / agência Brasil
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