Safra de cana recua, mas Brasil pode bater recorde de etanol, aponta Companhia Nacional de Abastecimento

Produção menor de cana é compensada por avanço do etanol de milho e alto volume de açúcar.

Foto: Reprodução.

O Brasil deve registrar queda na produção de cana-de-açúcar na safra 2025/26, mas ainda assim caminha para recorde na fabricação de etanol e mantém um dos maiores volumes de açúcar da história, segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento.

A produção total de cana foi estimada em 673,2 milhões de toneladas, recuo de 0,5% frente ao ciclo anterior, configurando ainda a terceira maior safra já registrada. Mesmo com menor oferta de matéria-prima, a indústria segue aquecida.

O destaque é o etanol, cuja produção total (cana e milho) deve atingir 37,5 bilhões de litros, alta de 0,8%. O avanço é impulsionado pelo etanol de milho, que cresce 29,8% e alcança 10,17 bilhões de litros, ampliando sua participação no setor. Já o etanol de cana recua 6,9%, somando 27,33 bilhões de litros.

Na produção de açúcar, a estimativa é de 44,2 milhões de toneladas, leve alta de 0,1% e segundo maior volume da série histórica, sustentado pelo direcionamento maior da cana para o adoçante.

A queda na safra é explicada principalmente pela redução de 2,6% na produtividade média, impactada por estiagens prolongadas, altas temperaturas e incêndios registrados em 2024, que prejudicaram o desenvolvimento das lavouras. A expansão de 2,1% na área colhida amenizou as perdas, mas não foi suficiente para reverter o cenário.

Regionalmente, o Sudeste lidera a produção com 430,1 milhões de toneladas, mesmo com recuo. Norte e Nordeste também registram queda, enquanto Centro-Oeste e Sul apresentam crescimento, impulsionados pela expansão de área e melhora nas chuvas.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, o maior foco na produção de açúcar e o avanço do etanol de milho foram determinantes para manter o equilíbrio do setor. No curto prazo, o mercado de etanol deve seguir firme, especialmente no segmento anidro, enquanto o açúcar enfrenta cenário externo com maior oferta e pressão moderada nos preços.

Mesmo com retração no campo, o setor sucroenergético brasileiro demonstra capacidade de adaptação e segue competitivo nos mercados de biocombustíveis e açúcar.

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

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