A regulamentação da profissão de doula no Brasil marca um avanço na humanização do parto e amplia a integração dessas profissionais ao Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo mais clareza sobre suas funções e direitos.
A nova legislação estabelece diretrizes para a atuação das doulas em todo o país, padronizando práticas e consolidando conquistas já adotadas em estados e municípios. O texto define o papel dessas profissionais nas fases de pré-parto, parto e pós-parto, destacando que não cabe a elas realizar procedimentos médicos ou prescrever medicamentos.
A principal função das doulas é oferecer suporte emocional, físico e informativo às gestantes e suas famílias, contribuindo para um atendimento mais acolhedor e humanizado, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social.
Além disso, a regulamentação reforça a atuação conjunta com outros profissionais de saúde, valorizando o trabalho multiprofissional e o respeito às competências de cada área. A medida também ajuda a reduzir resistências e amplia o reconhecimento da importância da categoria.
Outro ponto relevante é a exigência de formação específica, com carga mínima de qualificação, além da necessidade de atualização contínua, fortalecendo a profissionalização da atividade.
A atuação das doulas começa ainda no pré-natal, com orientação e preparação das famílias, segue durante o parto com suporte não farmacológico para alívio da dor e se estende ao pós-parto, auxiliando em cuidados com o bebê e na adaptação da rotina familiar.
Com a regulamentação, a tendência é de ampliação do acesso ao serviço no SUS, promovendo um cuidado mais qualificado, seguro e humanizado, com benefícios diretos para mulheres, bebês e famílias em todo o país.
Fonte: Agência Brasil
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