Governo defende restrição à publicidade de apostas online por risco à saúde pública

Proposta busca limitar anúncios de bets e reforçar fiscalização sobre medicamentos emagrecedores no país.

Foto: Internet.

A regulamentação da publicidade das apostas online voltou ao centro do debate na sexta-feira (10), com a defesa de medidas mais rígidas para conter o avanço do vício. A proposta inclui restrições semelhantes às aplicadas ao cigarro, além do reforço na fiscalização de produtos como canetas emagrecedoras.

Durante agenda em São Paulo, o Ministério da Saúde reiterou a necessidade de endurecer as regras sobre a divulgação das chamadas bets, apontando o crescimento dos casos de dependência como um problema de saúde pública. A avaliação é de que limitar a publicidade pode reduzir o alcance dessas plataformas, especialmente entre jovens.

A pasta destacou que já houve avanços recentes, como a restrição de acesso de menores de idade às apostas online. No entanto, a intenção é ampliar as medidas, incluindo a proibição de anúncios e a redução da exposição em ambientes esportivos e de grande audiência.

O tema já havia sido abordado anteriormente em entrevistas, quando foi comparado ao histórico da publicidade do cigarro, que também passou por forte regulação para conter danos à população.

Além das apostas, o governo também chamou atenção para o aumento no uso de medicamentos para emagrecimento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem intensificado a fiscalização desses produtos, sobretudo diante do crescimento da produção em farmácias de manipulação.

Segundo a avaliação do ministério, algumas dessas farmácias passaram a operar em escala semelhante à de indústrias, o que exige maior rigor regulatório e cumprimento das mesmas normas sanitárias aplicadas ao setor farmacêutico.

A ampliação das regras para publicidade de apostas e o controle mais rígido sobre medicamentos refletem a estratégia do governo de enfrentar riscos emergentes à saúde pública, com foco na prevenção e na proteção dos consumidores.

Fonte: Ministério da Saúde / Agência Brasil

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