A presença de proteína em alimentos industrializados cresce rapidamente e transforma itens comuns em produtos “funcionais”, prometendo mais saciedade e benefícios à saúde. De bebidas a lanches e refeições prontas, a chamada “era do whey” amplia o consumo de produtos enriquecidos, mas levanta dúvidas sobre seus reais efeitos no organismo.
Hoje, a proteína aparece em opções como picolés, biscoitos, energéticos e até massas instantâneas, com apelo voltado ao ganho de massa muscular e à praticidade. No entanto, muitos desses itens são ultraprocessados, com aditivos como corantes, aromatizantes e conservantes, o que pode comprometer a qualidade nutricional.
Especialistas destacam que a presença de proteína não torna automaticamente um alimento saudável. Produtos industrializados tendem a ter maior teor de sódio, gorduras e ingredientes artificiais, enquanto alimentos in natura oferecem melhor equilíbrio de nutrientes e resposta metabólica mais eficiente.
Embora possam ser úteis em situações específicas, como rotinas corridas ou maior demanda nutricional, esses produtos não devem substituir refeições equilibradas. O consumo frequente pode resultar em ingestão excessiva de calorias e menor qualidade alimentar.
Outro ponto de atenção é o excesso de proteína. A recomendação média varia entre 1,2 e 1,6 gramas por quilo de peso corporal para a maioria das pessoas. Acima disso, não há garantia de benefícios adicionais e pode haver impacto no consumo calórico total.
No cenário atual, a estratégia da indústria mistura conveniência com marketing. A orientação de especialistas é priorizar alimentos naturais e manter uma alimentação equilibrada, evitando a falsa percepção de que produtos enriquecidos com proteína são, por si só, mais saudáveis.
Fonte: Especialistas em nutrição / Ministério da Saúde
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