O setor de fitoterápicos no Brasil passa por um novo momento de expansão com a implementação de políticas públicas voltadas à bioeconomia. Iniciativas recentes, como o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), reforçam a inserção desses medicamentos na estratégia nacional de saúde e inovação.
O PNDBio propõe integrar ações industriais, ambientais e tecnológicas, com foco na valorização da biodiversidade brasileira. A expectativa é ampliar a participação dos fitoterápicos no mercado farmacêutico nacional, passando de cerca de 0,5% para até 5% até 2035.
Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza 12 fitoterápicos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Com a nova estratégia, a previsão é incluir até 15 novos produtos, utilizados como apoio terapêutico em diferentes condições de saúde.
Apesar do crescimento, especialistas apontam desafios regulatórios, especialmente no processo de avaliação e incorporação de novas tecnologias, que exige critérios rigorosos e pode demandar mais tempo.
Outro ponto de atenção é a ausência de menção direta às Farmácias Vivas no PNDBio. Esses espaços, presentes em diversos municípios, atuam no cultivo, processamento e distribuição de plantas medicinais, fortalecendo o acesso a terapias alternativas e valorizando o conhecimento tradicional.
As Farmácias Vivas também contribuem para a educação em saúde e permitem ampliar o atendimento na atenção primária, especialmente em regiões com menor acesso a medicamentos industrializados.
Com o avanço das políticas públicas e o aumento da demanda, o setor de fitoterápicos tende a ganhar mais relevância no SUS e no mercado nacional, impulsionando a inovação, o desenvolvimento regional e o uso sustentável da biodiversidade.
Fontes: Ministério da Saúde / Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima / CFF
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