Trabalhadores denunciam irregularidades trabalhistas em Guanambi e cobram providências urgentes

Servidores terceirizados da educação relatam salários abaixo do mínimo, retirada de insalubridade e atrasos, e denunciam desvalorização da categoria.

Foto: Redes Sociais.

Trabalhadores de serviços gerais vinculados à rede de educação em Guanambi tornaram pública uma carta de repúdio denunciando possíveis irregularidades trabalhistas após o processo de terceirização. Entre as principais queixas estão registro em carteira com valor inferior ao salário mínimo, retirada do adicional de insalubridade, atrasos salariais e redução de direitos, o que, segundo os profissionais, compromete a dignidade e a sobrevivência de dezenas de famílias.

Em um manifesto contundente, os trabalhadores expressam indignação diante da forma como vêm sendo tratados pela empresa responsável pela contratação e gestão dos vínculos empregatícios.

Segundo a denúncia, um dos pontos mais graves é o registro em carteira com valor de R$ 1.530, considerado abaixo do que seria justo para as funções exercidas, além de levantar questionamentos sobre possível descumprimento da legislação trabalhista.

Outro fator alarmante é a retirada do adicional de insalubridade, mesmo diante de atividades que envolvem limpeza, contato com resíduos e exposição a agentes nocivos — condições historicamente reconhecidas como de risco.

Os profissionais também denunciam atrasos salariais e pagamentos parciais, baseados apenas nos dias trabalhados, sem considerar a realidade de pais e mães de família que dependem integralmente da renda para sobreviver.

De acordo com o grupo, a situação se agravou após a terceirização. Antes, quando vinculados diretamente à prefeitura, os trabalhadores afirmam que recebiam salários em dia e tinham seus direitos assegurados, incluindo benefícios como insalubridade e salário-família.

“Somos profissionais essenciais para o funcionamento das escolas, garantindo ambientes limpos e adequados para alunos e professores. Ainda assim, estamos sendo tratados com desrespeito”, destaca o documento.

Os trabalhadores questionam quem será responsabilizado pelos atrasos salariais, pelos prejuízos causados às famílias e pelas possíveis irregularidades contratuais.

Entre as principais exigências estão:

- Regularização imediata dos salários

- Cumprimento integral dos direitos trabalhistas

- Retorno do adicional de insalubridade

- Valorização e respeito à categoria

Os profissionais reforçam que não se trata de benefício, mas de direito básico garantido por lei, e cobram ação imediata das autoridades competentes.

O caso acende um alerta sobre os impactos da terceirização e levanta questionamentos sobre a fiscalização das relações de trabalho em Guanambi — uma realidade que exige resposta urgente. 

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