Um novo passo na pesquisa científica brasileira pode abrir caminhos para o tratamento de lesões medulares. Testes clínicos com a proteína polilaminina em humanos terão início na primeira semana de abril, marcando a transição de décadas de estudos laboratoriais para a fase de avaliação em pacientes.
O anúncio foi feito pela pesquisadora Tatiana Sampaio durante o evento Ciência por Elas, em São Carlos (SP). A pesquisa, desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro, entra agora na fase 1 de testes clínicos, focada na análise da segurança do tratamento.
Nesta etapa inicial, cinco voluntários com idades entre 18 e 72 anos participarão do estudo. Todos devem apresentar lesões completas na medula espinhal na região torácica (entre T2 e T10) e ter passado por intervenção cirúrgica em até 72 horas após o trauma.
A iniciativa conta com parceria do Laboratório Cristália e apoio anterior do Ministério da Saúde. A substância já demonstrou resultados promissores em estudos experimentais, incluindo recuperação parcial de movimentos e sensibilidade.
Derivada da laminina — proteína presente naturalmente na placenta — a polilaminina tem potencial para estimular a regeneração de tecidos da medula espinhal. Durante os testes, os efeitos serão monitorados rigorosamente conforme exigências científicas e regulatórias.
A autorização para o estudo foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, após aprovação ética em 2023. Os primeiros resultados devem ser divulgados em cerca de um ano e poderão indicar se a terapia avançará para novas fases e aplicações mais amplas.
Caso os resultados confirmem a segurança e eficácia, a polilaminina pode representar um avanço significativo no tratamento de lesões medulares, ampliando perspectivas para pacientes e para a medicina regenerativa no Brasil.
Fonte: Conselho Federal de Farmácias (CFF)
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