HPV: pesquisa revela baixa vacinação e milhões de adolescentes ainda vulneráveis no Brasil

Levantamento aponta queda na cobertura vacinal e falta de informação como principal barreira à imunização.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.

Um alerta sobre a baixa proteção contra o HPV entre adolescentes brasileiros acende preocupação na saúde pública: dados recentes indicam que milhões ainda não estão devidamente vacinados contra o vírus, associado a diversos tipos de câncer.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apenas 54,9% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram ter recebido a vacina contra o HPV. O vírus é responsável por cerca de 99% dos casos de câncer do colo do útero, além de tumores em regiões como ânus, pênis, boca e garganta.

Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, a vacina é indicada para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, faixa etária em que apresenta maior eficácia, especialmente antes do início da vida sexual. Ainda assim, 10,4% dos jovens não foram imunizados e 34,6% não sabem se receberam a dose, o que representa cerca de 1,3 milhão de desprotegidos e mais de 4 milhões em situação de risco.

O estudo também aponta que 30,4% dos adolescentes já iniciaram a vida sexual, com média de idade de 13,3 anos para meninos e 14,3 para meninas. Em comparação com 2019, houve queda de 8 pontos percentuais na cobertura vacinal, sendo mais acentuada entre as meninas.

Especialistas destacam que a falta de informação é o principal fator para a baixa adesão. Entre os não vacinados, metade afirmou desconhecer a necessidade da imunização. Outros motivos incluem resistência dos responsáveis, dúvidas sobre a função da vacina e dificuldade de acesso aos postos de saúde.

Apesar do cenário, o Ministério da Saúde aponta avanço recente: dados preliminares de 2025 indicam cobertura de 86% entre meninas e 74,4% entre meninos. Desde 2024, o esquema passou a ser de dose única, e estratégias de resgate vacinal seguem em andamento para jovens de até 19 anos, com ações em escolas e unidades de saúde.

A ampliação da informação, o incentivo nas escolas e o acesso facilitado à vacina são apontados como medidas essenciais para aumentar a cobertura e reduzir os riscos de câncer associados ao HPV no país.

Fonte: IBGE / Ministério da Saúde / agância Brasil

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