Ultraprocessados podem reduzir fertilidade masculina e afetar embrião, aponta estudo

Pesquisa internacional associa dieta industrializada a menor chance de gravidez e impacto no início da gestação.

Foto: Divulgação.

Um estudo publicado na revista científica Human Reproduction aponta que o consumo de alimentos ultraprocessados pode prejudicar a fertilidade masculina e interferir no desenvolvimento inicial do embrião. A pesquisa reforça a importância da alimentação no período que antecede a gestação.

Entre os homens, os dados indicam redução da fecundabilidade — probabilidade de engravidar em um ciclo — e aumento do risco de subfertilidade. Mesmo após considerar fatores como estilo de vida e dieta da parceira, a associação permaneceu relevante, sugerindo impacto direto na qualidade do esperma.

Já entre as mulheres, não houve relação consistente entre a dieta e a chance de engravidar. No entanto, o estudo identificou que o consumo de ultraprocessados está ligado ao menor crescimento embrionário nas primeiras semanas de gestação, especialmente na formação do saco vitelino, responsável pela nutrição inicial do embrião.

A pesquisa acompanhou mais de 1.400 participantes na Holanda, analisando hábitos alimentares antes e no início da gravidez. Os resultados indicam que esses alimentos podem alterar o ambiente intrauterino e afetar funções importantes para o desenvolvimento saudável.

Especialistas destacam que, embora o estudo não comprove causa e efeito, os achados reforçam a necessidade de atenção à alimentação de homens e mulheres no período pré-concepcional. Também apontam que o cuidado com a saúde reprodutiva deve ser compartilhado pelo casal.

A recomendação é priorizar uma dieta equilibrada, rica em alimentos naturais, como frutas, verduras, grãos integrais, peixes e gorduras saudáveis, reduzindo ao máximo o consumo de produtos industrializados.

A pesquisa amplia o debate sobre os efeitos dos ultraprocessados na saúde reprodutiva e alerta para possíveis impactos a curto e longo prazo no desenvolvimento infantil.

Fonte: Human Reproduction / Oxford Academic

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