França critica decisão do COI sobre testes de feminilidade para Olimpíadas de 2028

Governo aponta retrocesso e alerta para riscos éticos, legais e impacto em atletas trans e intersexo.

Foto: Divulgação / olympics.com.

A decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de retomar testes genéticos de feminilidade a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 gerou reação imediata do governo francês. Nesta sexta-feira (27), autoridades do país classificaram a medida como um retrocesso e levantaram preocupações sobre possíveis impactos no esporte.

A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, destacou que a iniciativa traz implicações éticas, jurídicas e médicas, além de levantar dúvidas quanto à sua compatibilidade com a legislação de bioética vigente no país, que restringe esse tipo de exame.

Os testes haviam sido abandonados no final da década de 1990, após críticas da comunidade científica sobre sua eficácia. Agora, com a retomada proposta pelo COI, o tema volta ao centro do debate internacional sobre inclusão e critérios de participação no esporte feminino.

Segundo o governo francês, a medida pode afetar diretamente atletas transgêneros e pessoas intersexo, ao estabelecer regras consideradas restritivas e excludentes. Também foram levantadas preocupações quanto ao princípio de igualdade, já que os critérios atingem especificamente mulheres e não contemplam a diversidade biológica.

O Ministério dos Esportes francês defende que o debate deve equilibrar justiça competitiva com respeito à privacidade, integridade e dignidade dos atletas.

A discussão ocorre em meio a pressões políticas e sociais, especialmente nos Estados Unidos, sede dos Jogos de 2028, onde o tema da participação de atletas trans no esporte tem ganhado destaque. A nova presidência do COI ainda não se posicionou diretamente com autoridades norte-americanas, mas a decisão já repercute no cenário esportivo global.

O histórico mostra que testes de verificação de sexo foram aplicados entre 1968 e 1996 e abandonados oficialmente em 1999, reforçando o caráter controverso da retomada.

Fonte: Governo da França / Agências internacionais

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