Casos de febre do Oropouche podem atingir 2% da população no Brasil, aponta estudo

Pesquisa revela forte subnotificação e avanço da doença em diversas regiões do país.

Foto: Bruna Lais Sena do Nascimento/Laboratório de Entomologia Médica/SEARB/IEC.

Um estudo recente indica que a Febre do Oropouche pode estar muito mais disseminada no Brasil do que mostram os registros oficiais, podendo atingir cerca de 2% da população. A pesquisa aponta que, para cada caso notificado, podem existir até 200 infecções não registradas.

O levantamento reúne dados de instituições como a Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas e centros internacionais, revelando que a doença já infectou milhões de pessoas na América Latina, com grande concentração no Brasil.

Transmitida pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim, a infecção apresenta sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, como dengue, o que dificulta o diagnóstico e contribui para a subnotificação.

Segundo especialistas, a expansão da doença está relacionada à circulação do vírus em áreas urbanas, algo que antes era mais restrito a ambientes silvestres. Cidades como Manaus têm papel importante na disseminação para outras regiões do país.

A pesquisa também aponta que muitos casos são leves ou assintomáticos, o que reduz a procura por atendimento médico e dificulta o monitoramento da doença. Apesar disso, quadros graves podem ocorrer, incluindo complicações neurológicas.

Sem vacina ou tratamento específico disponível, especialistas reforçam a importância da vigilância epidemiológica e do controle de vetores para conter novos surtos da Febre do Oropouche no Brasil.

Fonte: Agência Brasil / Consórcio de pesquisadores internacionais

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