O Ministério da Saúde passou a adotar uma posição mais rigorosa sobre o consumo de álcool, destacando que não existe nível seguro para ingestão da substância. A orientação é baseada nas Notas Técnicas nº 44/2022 e nº 263/2024, que apresentam dados preocupantes sobre os impactos na saúde pública.
De acordo com os documentos, o álcool está diretamente ligado a mais de 20 mil mortes anuais no país e é classificado como carcinógeno do Grupo 1, mesma categoria do tabaco, podendo causar câncer de boca, esôfago, fígado, intestino e mama. Mesmo em pequenas quantidades, os riscos à saúde permanecem.
A pasta também definiu a dose-padrão brasileira como 10 gramas de etanol puro, equivalente a uma lata de cerveja (350 ml), uma taça de vinho (150 ml) ou uma dose de destilado (45 ml). Ainda assim, reforça que qualquer consumo pode trazer prejuízos.
Além dos impactos na saúde, o consumo de álcool gera custos elevados ao sistema público. Dados do Sistema Único de Saúde indicam gastos médios de cerca de R$ 91 milhões por ano com internações relacionadas à substância, enquanto os prejuízos econômicos totais podem chegar a R$ 65 bilhões, cerca de 1% do PIB.
O levantamento também mostra aumento recente na taxa de mortalidade associada ao álcool, especialmente entre homens, após um período de queda.
Diante desse cenário, o ministério recomenda abstinência total para grupos como menores de 18 anos, gestantes, motoristas e pessoas em uso de medicamentos, além de reforçar políticas de prevenção e controle.
A meta do governo é reduzir o consumo abusivo em 10% até 2030, tratando o álcool como um dos principais desafios de saúde pública no país.
Fonte: Ministério da Saúde
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