O crescimento dos casos de doenças inflamatórias intestinais (DII) no Brasil tem acendido um alerta entre especialistas da saúde. Além dos impactos físicos, estudos recentes mostram que pacientes diagnosticados com Doença de Crohn e retocolite ulcerativa apresentam maior risco de desenvolver ansiedade, depressão e distúrbios do sono.
Levantamento realizado pela Faculdade de Medicina da USP apontou que pessoas com DII podem ter até três vezes mais chances de sofrer com problemas emocionais, principalmente durante períodos de crise da doença. Segundo os pesquisadores, a relação envolve fatores psicológicos e também mecanismos biológicos ligados ao chamado eixo intestino-cérebro.
Dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, com base em informações do SUS, mostram ainda que as internações por doenças inflamatórias intestinais cresceram 61% no Brasil nos últimos dez anos. O avanço dos casos preocupa devido ao aumento das hospitalizações, tratamentos complexos e impactos na qualidade de vida dos pacientes, especialmente jovens entre 20 e 29 anos.
Especialistas atribuem o aumento das DII a fatores como alimentação rica em ultraprocessados, estresse crônico, alterações na microbiota intestinal e uso frequente de antibióticos. O acompanhamento contínuo e a manutenção do tratamento, mesmo fora das crises, são considerados fundamentais para evitar agravamentos e reduzir complicações.
De acordo com Sérgio Teixeira, diretor médico da Ferring Brasil, o controle adequado da doença ajuda a preservar a qualidade de vida e diminuir o risco de hospitalizações ao longo do tempo.
Fontes: Faculdade de Medicina da USP / Sociedade Brasileira de Coloproctologia e Ferring Brasil
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