Combustíveis na Bahia sobem com guerra e risco de falta de diesel preocupa Salvador

Etanol deve subir até 22% e crise internacional pressiona preços nos postos.

Foto: Rafaela Araújo / Ag. A TARDE.

A escalada nos preços dos combustíveis na Bahia tem gerado preocupação entre consumidores e autoridades, com novos aumentos previstos e até risco de desabastecimento em Salvador. Segundo o Sindicombustíveis Bahia, fatores externos como a guerra no Oriente Médio estão entre os principais responsáveis pelos reajustes.

De acordo com o presidente da entidade, Glauco Mendes, o aumento do preço do barril de petróleo no mercado internacional impacta diretamente o Brasil, que ainda depende da importação de cerca de 25% do diesel refinado. “Estamos na ponta da cadeia e sofremos os reflexos dessa alta global”, explicou.

O abastecimento também preocupa. Postos da capital baiana já registram falta de diesel, cenário que pode estar relacionado tanto à dificuldade de fornecimento pelas distribuidoras quanto ao aumento dos custos operacionais.

O valor dos combustíveis segue uma cadeia: a Petrobras vende para distribuidoras, que repassam aos postos, responsáveis por definir o preço final ao consumidor conforme seus custos.

Na Bahia, a distribuição é feita pela Acelen, que atualiza os preços semanalmente, refletindo as variações do mercado internacional.

Outro fator de pressão é o reajuste previsto no etanol. A expectativa é de alta de até 22% a partir do dia 24, impulsionada pelo aumento do ICMS estadual. Como o etanol compõe cerca de 30% da gasolina, o impacto deve ser direto nas bombas.

O setor tenta diálogo com o governo estadual para amenizar os efeitos, mas admite que a situação é desafiadora diante do cenário global.

O Governo Federal do Brasil anunciou redução de tributos como PIS/Cofins sobre o diesel, mas especialistas avaliam que as medidas têm efeito limitado. Além disso, negociações sobre o ICMS seguem em andamento com os estados.

A crise também reacende o temor de uma nova paralisação de caminhoneiros, o que pode agravar ainda mais a economia, elevando custos de transporte e produtos.

Com influência direta do cenário internacional e desafios internos, o mercado de combustíveis segue instável. Sem soluções estruturais, como ampliação da capacidade de refino no país, a tendência é de manutenção da pressão nos preços e impactos no bolso do consumidor.

Fonte: Sindicombustíveis Bahia

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