Uma pesquisa revela que 71% dos brasileiros são contrários à criação de uma taxa mínima para pedidos por aplicativos de delivery. O levantamento indica que a proposta é associada, pela maioria, ao aumento de preços e a efeitos negativos na economia.
Realizado em parceria com a Associação Nacional dos Restaurantes, o estudo mostra que apenas 29% apoiam a medida. Entre os entrevistados, 78% acreditam que a taxa elevará o custo dos pedidos, enquanto 74% avaliam que o impacto econômico será mais negativo do que positivo.
O tema está em análise no Congresso por meio do PLP 152/2025, relatado pelo deputado Augusto Coutinho. O texto propõe uma taxa mínima de R$ 8,50 por entrega, enquanto o governo defende elevar o valor para R$ 10, além de um adicional por quilômetro rodado.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que busca um consenso que garanta proteção aos trabalhadores sem gerar aumento de custos aos consumidores.
Entidades do setor, como a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, alertam que a fixação de uma tarifa mínima nacional pode reduzir a demanda e afetar a renda de entregadores. A sugestão da entidade é adotar remuneração mínima por hora, respeitando as diferenças entre mercados locais.
A pesquisa ouviu 1.031 brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 13 e 16 de março de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O debate sobre a taxa mínima no delivery segue em aberto e evidencia o desafio de equilibrar proteção aos trabalhadores, custos para consumidores e a dinâmica econômica do setor.
Fonte: Quaest / ANR
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