Políticas públicas fortalecem protagonismo das mulheres na agricultura familiar da Bahia

Ações de assistência técnica, agroindústrias e quintais produtivos ampliam renda e autonomia de agricultoras no estado.

Foto: Divulgação.

Mulheres que atuam na agricultura familiar na Bahia têm ampliado oportunidades e fortalecido sua autonomia por meio de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural. Iniciativas do Governo do Estado, como assistência técnica e extensão rural (Ater), implantação de agroindústrias e incentivo a quintais produtivos, vêm impulsionando a geração de renda e o protagonismo feminino no campo.

Neste mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, histórias de agricultoras baianas demonstram como programas de apoio à produção rural têm contribuído para transformar a realidade de comunidades e territórios tradicionais.

As ações são executadas pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que atua no fortalecimento de associações, cooperativas e grupos produtivos liderados por mulheres.

Um exemplo é a trajetória de Aline Silva, presidente da Cooperativa Agropecuária de Mulheres e Jovens do Semiárido (Coomafs), que reúne mais de 33 grupos produtivos nos territórios da Bacia do Jacuípe e Piemonte da Diamantina. Segundo ela, o acesso a políticas públicas foi fundamental para o crescimento das mulheres no campo.

Entre os programas que contribuem para esse avanço estão o acesso à terra, o Pronaf Mulher, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de iniciativas voltadas à segurança alimentar e ao fortalecimento da produção rural.

Outra liderança é a agricultora Meirevanda Oliveira dos Santos, presidente da Cooperativa dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, Economia Solidária e Sustentável dos Territórios Vale do Jiquiriçá e Baixo Sul da Bahia (Coopeipe). Ela destaca que o apoio à implantação de uma agroindústria de beneficiamento de frutas em Amargosa ampliou a comercialização, gerou empregos e fortaleceu a independência financeira das mulheres.

Atualmente, cerca de 80% dos cooperados ligados à iniciativa são mulheres, que transformam frutas produzidas nas propriedades rurais em polpas destinadas ao mercado, garantindo renda para mais de 300 famílias.

Além de fortalecer a produção agrícola, as políticas públicas também ampliam a participação feminina na gestão de projetos e cooperativas. Na própria CAR, mais da metade dos cargos de chefia e coordenação já são ocupados por mulheres, refletindo o compromisso com a equidade de gênero e o desenvolvimento sustentável no meio rural baiano.

Fonte: Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) / Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR) / Portal ba.gov.br

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