Fiocruz alerta para aumento de vírus respiratórios e casos de SRAG após o Carnaval

Boletim InfoGripe aponta alta de internações ligadas ao rinovírus, vírus sincicial respiratório e influenza em diversos estados.

Foto: Raphael Muller | Ag. A Tarde.

O avanço de vírus respiratórios no Brasil após o Carnaval acendeu um alerta da Fiocruz, que identificou crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aumento nas internações hospitalares. Dados do boletim InfoGripe mostram que rinovírus, vírus sincicial respiratório e influenza A estão entre os principais responsáveis pela elevação dos registros no país.

A análise, que considera o período de 15 a 21 de fevereiro, indica tendência de alta em estados como Goiás, Sergipe e Rondônia. O estudo também aponta que o vírus sincicial respiratório tem afetado principalmente crianças pequenas, grupo mais vulnerável a complicações.

Em Pernambuco, o crescimento dos casos marca o início do período sazonal da Síndrome Respiratória Aguda Grave, que costuma ocorrer entre março e agosto. Nas primeiras semanas do ano, mais da metade das notificações foi registrada em crianças de até dois anos, reforçando a preocupação das autoridades de saúde.

Segundo especialistas da Fiocruz, a SRAG reúne infecções respiratórias que podem evoluir para quadros graves, com sintomas como febre persistente, cansaço intenso e dificuldade para respirar, podendo exigir hospitalização. A transmissão ocorre principalmente por gotículas liberadas ao falar, tossir ou espirrar.

Para reduzir o risco de infecção, o Ministério da Saúde recomenda medidas preventivas como higienização frequente das mãos, manter ambientes ventilados, uso de máscara em caso de sintomas e vacinação contra influenza, considerada a principal forma de prevenção de complicações graves.

Autoridades de saúde orientam que responsáveis fiquem atentos a sinais de agravamento, especialmente em crianças e idosos, e procurem atendimento médico diante de sintomas persistentes ou dificuldade respiratória, contribuindo para diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Fonte: Fiocruz e Ministério da Saúde

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