O presidente da comissão Joaquim Passarinho defende diálogo amplo na regulação do trabalho por aplicativos

Presidente de comissão especial na Câmara diz que colegiado vai “ouvir mais” antes de votar projeto sobre motoristas e plataformas.

Foto: Internet.

O deputado Joaquim Passarinho afirmou que a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a regulamentação do trabalho por aplicativos vai priorizar a escuta de trabalhadores e empresas antes de votar o texto final. Segundo ele, o objetivo é garantir equilíbrio e segurança jurídica na nova legislação.

Em entrevista ao Congresso em Foco, o parlamentar destacou que o colegiado deve “ouvir mais e falar menos”, evitando que a proposta seja vista como excessivamente favorável às plataformas ou aos profissionais.

Passarinho explicou que a reunião desta terça-feira (24) não deve resultar em votação imediata. A deliberação na comissão e no Plenário está prevista para março, conforme acordo firmado entre o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o Supremo Tribunal Federal, que suspendeu julgamento sobre o tema até a análise legislativa.

O deputado defende que a ausência de regras claras prejudica ambos os lados. “Sem regulamentação é ruim para os trabalhadores, que ficam sem garantias, e também para as empresas, que enfrentam insegurança jurídica”, afirmou.

Criada em 19 de agosto, a comissão especial reúne 17 membros e discute projeto que estabelece normas para transporte remunerado de passageiros e bens por plataformas digitais. Em 2025, o colegiado aprovou 50 requerimentos, realizou 15 reuniões e ouviu 77 convidados, entre motoristas, empresas e especialistas. O relatório apresentado em dezembro teve a votação adiada.

Com a promessa de ampliar o diálogo, a comissão busca construir um texto de consenso para regulamentar o trabalho por aplicativo no Brasil, equilibrando direitos trabalhistas, inovação e previsibilidade jurídica.

Fonte: Congresso em Foco

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