O leilão de baterias previsto pelo Ministério de Minas e Energia para este ano já mobiliza fabricantes chinesas no Brasil. Empresas como BYD, Huawei, Sungrow e CATL ampliaram equipes e parcerias para disputar o fornecimento de sistemas de armazenamento de energia (BESS), em um mercado que pode atrair dezenas de bilhões em investimentos.
O certame deve movimentar cerca de R$ 13,9 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), que projeta R$ 45 bilhões em aportes até 2030 e R$ 77 bilhões até 2034. A expectativa é contratar 2 GW de capacidade, com fornecimento a partir de 2028.
A estratégia das fabricantes chinesas é atuar exclusivamente como fornecedoras de baterias, sem integrar consórcios. Nos bastidores, companhias relatam dezenas de reuniões com potenciais participantes do leilão, oferecendo tecnologia, suporte técnico e, em alguns casos, modelos de financiamento.
A forte presença chinesa preocupa parte da indústria nacional. De acordo com a BloombergNEF, sistemas BESS produzidos na China custam, em média, US$ 73 por kWh, ante US$ 177 dos europeus e US$ 219 dos americanos. O aumento do imposto de importação de 16% para 20% pode impactar os preços, mas não elimina a vantagem competitiva asiática.
Além do preço, pesa a capacidade financeira das empresas. Grupos como a TBEA avaliam oferecer financiamento direto a clientes vencedores do leilão, ampliando a competitividade frente a fabricantes brasileiros.
Com regras ainda em definição, o leilão de baterias deve marcar um novo capítulo do setor elétrico brasileiro, impulsionando o armazenamento em larga escala e intensificando a disputa entre fabricantes chinesas, empresas nacionais e multinacionais pelo protagonismo na transição energética.
Fonte: Folhapress / Bahia Notícias
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