O avanço dos casos de burnout no Brasil tem revelado um padrão preocupante: o corpo costuma dar os primeiros sinais antes da mente. Sintomas como dores musculares, gastrite, insônia e fadiga persistente frequentemente aparecem antes do diagnóstico, levando muitos pacientes a buscarem atendimento sem identificar a causa real.
Dados recentes apontam crescimento expressivo nos afastamentos por esgotamento nos últimos anos. Diante desse cenário, novas diretrizes da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entram em vigor em maio, passam a exigir que empresas identifiquem e gerenciem riscos psicossociais, como o estresse crônico no ambiente de trabalho.
Reconhecido como distúrbio relacionado ao trabalho, o burnout está associado à exaustão extrema, ansiedade e queda de desempenho. No organismo, o estresse contínuo mantém níveis elevados de cortisol, impedindo o corpo de retornar ao estado de descanso.
Esse desequilíbrio pode afetar o sono, a memória, a concentração e até o sistema imunológico, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares e problemas digestivos.
Especialistas também destacam o chamado “burnon”, condição marcada por dedicação excessiva e dificuldade de se desconectar do trabalho. Nesse caso, mesmo com produtividade elevada, o indivíduo permanece em estado constante de alerta, acumulando desgaste físico e emocional.
Entre os sinais mais comuns estão perfeccionismo extremo, dificuldade de relaxar e sensação constante de insuficiência, fatores que podem evoluir para o burnout.
Atenção a sintomas como cansaço persistente, insônia, dores frequentes e dificuldade de concentração. A ausência de recuperação mesmo após períodos de descanso é um indicativo importante de alerta.
Medidas como prática de atividades físicas, pausas regulares e técnicas de respiração podem ajudar na prevenção. Em casos mais intensos, a orientação profissional é fundamental para evitar agravamento do quadro.
O reconhecimento precoce do problema é essencial para preservar a saúde e garantir equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Fonte: Ministério da Saúde / Fundacentro
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