Projeto no Senado amplia punição por abuso de autoridade a membros do Judiciário e do MP

Proposta prevê detenção de um a quatro anos e multa para magistrados, promotores e conselheiros que descumprirem a lei.

Foto: Internet.

Um projeto apresentado no Senado quer endurecer as regras contra abuso de autoridade praticado por integrantes do Judiciário, do Ministério Público e dos tribunais de contas. A proposta altera a Lei 13.869/2019 e estabelece penas de um a quatro anos de detenção, além de multa, para novas condutas tipificadas como crime.

O texto é de autoria do senador Alessandro Vieira e propõe a atualização da Lei 13.869/2019, ampliando os mecanismos de responsabilização de agentes públicos.

Entre os novos crimes previstos está o ato de proferir julgamento ou emitir parecer em situação de impedimento legal. Também passa a ser considerada infração penal o recebimento de auxílios, contribuições, honorários ou participação em processos sem previsão ou amparo legal.

De acordo com o projeto, poderão responder por abuso de autoridade membros do Judiciário, do Ministério Público e de tribunais ou conselhos de contas que:

- Atuarem com motivação político-partidária no exercício da função;

- Exercerem outro cargo ou atividade incompatível;

Participarem de atividade empresarial ou sociedade empresária;

Ocuparem função de direção ou técnica em associação, fundação ou sociedade simples;

Manifestarem opinião sobre processos pendentes ou fizerem comentários depreciativos sobre decisões judiciais.

A proposta também amplia a possibilidade de denúncia, permitindo que qualquer cidadão comunique supostos abusos, mediante termo assinado e apresentação de documentos.

Segundo o autor, o reforço na legislação busca assegurar que o exercício das funções públicas ocorra dentro dos limites legais, fortalecendo o Estado Democrático de Direito.

O projeto será analisado por comissões do Senado Federal antes de seguir para votação em plenário.

Fonte: Senado Federal / Congresso em Foco

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