Células maternas permanecem no organismo dos filhos por toda a vida, aponta ciência

Microquimerismo explica como células da mãe convivem no corpo humano sem ativar o sistema imunológico.

Foto: Comunicação CFF.

A ciência revelou que milhões de células da mãe permanecem ativas no corpo dos filhos ao longo de toda a vida. Estudos recentes explicam como o organismo aprende a tolerar essas células sem desencadear reações imunológicas, fenômeno conhecido como microquimerismo materno.

Durante a gestação, pequenas quantidades de células maternas atravessam a placenta e se instalam em diversos tecidos do feto. Essas células não desaparecem após o nascimento e podem permanecer no organismo por décadas. Pesquisas publicadas em 2025 indicam que, em média, uma a cada um milhão de células de um adulto tem origem materna.

Avanços científicos ajudaram a esclarecer como essa convivência é possível. Um estudo do Cincinnati Children’s Hospital Medical Center identificou que determinadas células maternas estimulam os linfócitos T reguladores, responsáveis por controlar respostas do sistema imunológico. Dessa forma, o organismo aprende a reconhecer essas células como inofensivas.

Experimentos mostraram que a retirada dessas células provoca reações imunológicas inadequadas, comprovando que sua presença contínua é essencial para o equilíbrio do sistema imunológico ao longo da vida. As descobertas também apontam possíveis impactos em pesquisas sobre transplantes, doenças autoimunes e processos de regeneração tecidual.

Apesar dos avanços, cientistas destacam que ainda há questões em aberto sobre os efeitos dessas células na saúde humana. Mesmo assim, os estudos reforçam que o corpo humano carrega, por toda a vida, um legado microscópico materno que contribui para o funcionamento equilibrado do organismo.

Fontes: National Library of Medicine / Cincinnati Children’s Hospital Medical Center / CFF

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