O avanço das doenças crônicas no Brasil ao longo de 18 anos acendeu um alerta para autoridades de saúde. Dados do Vigitel 2025 mostram aumento expressivo de diabetes, hipertensão e obesidade entre adultos, indicando que as mudanças positivas no estilo de vida ainda são insuficientes para reverter o cenário.
Entre 2006 e 2024, a prevalência de diabetes mais que dobrou no país, passando de 5,5% para 12,9%. A hipertensão também avançou, saindo de 22,6% para 29,7% no mesmo período. Já a obesidade apresentou um dos crescimentos mais acentuados, saltando de 11,8% para 25,7%, enquanto o excesso de peso atingiu 62,6% da população adulta.
Os dados indicam que o aumento foi mais intenso entre as mulheres, tanto na obesidade quanto no excesso de peso. Segundo o Ministério da Saúde, o cenário reflete fatores como mudanças no padrão alimentar, sedentarismo e maior detecção dos casos.
O levantamento também aponta alterações nos hábitos de vida. O consumo regular de frutas e hortaliças teve leve queda ao longo da série histórica, apesar de recuperação recente. Em contrapartida, houve redução significativa no consumo de refrigerantes e bebidas artificiais e crescimento da prática de atividade física no tempo livre, embora o deslocamento ativo tenha diminuído.
Pela primeira vez, o Vigitel avaliou a qualidade do sono e revelou que parte expressiva da população dorme menos de seis horas por noite ou apresenta sintomas de insônia, condição associada ao agravamento de doenças crônicas.
Especialistas destacam que, apesar de avanços pontuais, o crescimento contínuo de hipertensão, diabetes e obesidade exige políticas públicas mais amplas, focadas em prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento permanente. O desafio, segundo gestores, é transformar melhorias isoladas em mudanças sustentáveis capazes de frear o avanço das doenças crônicas no país.
Fontes: Ministério da Saúde / Vigitel 2025
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