Uma cirurgia inédita realizada no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, abriu novas perspectivas para uma criança de 9 anos que vivia com paraplegia. O procedimento utilizou tecnologia avançada e já apresenta indícios positivos de recuperação neurológica, segundo a equipe médica.
A intervenção foi conduzida por uma equipe multidisciplinar e contou com recursos de alta precisão, como a neuronavegação — tecnologia comparada a um GPS cirúrgico — e a modelagem em 3D da coluna vertebral. Essas ferramentas permitiram maior segurança, redução do tempo cirúrgico e diminuição dos riscos, em um procedimento realizado em duas etapas.
De acordo com os profissionais responsáveis, logo no pós-operatório inicial já foram observadas melhorias clínicas, como aumento da sensibilidade e redução da espasticidade, sinais que indicam potencial evolução do quadro neurológico.
O cirurgião de coluna Rodrigo Grandini destacou que o uso da tecnologia trouxe ganhos significativos. “O método proporciona mais segurança e agilidade, reduz o tempo de cirurgia e melhora as condições clínicas no pós-operatório. Além disso, diminui riscos e complicações, oferece mais qualidade de vida ao paciente e ainda contribui para a redução de custos no sistema de saúde”, afirmou.
A técnica, considerada rara, chamou a atenção de especialistas de outros estados e até de países vizinhos. A criança é portadora de uma displasia esquelética rara, condição que provocou deformidades na coluna e compressão da medula espinhal, levando à perda dos movimentos dos membros inferiores.
Após a cirurgia, a paciente seguirá em acompanhamento médico contínuo e sessões de fisioterapia. A expectativa da equipe é de avanços graduais ao longo dos próximos meses, com a possibilidade de recuperação parcial ou total dos movimentos, reforçando a importância da inovação tecnológica na medicina pediátrica.
Fonte: Hospital Infantil Joana de Gusmão / A Tarde
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