O presidente Lula declarou nesta quinta-feira (9) que o sistema financeiro, especialmente as fintechs, precisa pagar o imposto devido ao país. O comentário ocorre após a Câmara dos Deputados retirar de pauta a votação da Medida Provisória (MP) que taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas, além de revogar o decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Em entrevista à uma Rádio na Bahia, Lula explicou que, ao retornar a Brasília na quarta-feira (15), reunirá a equipe do governo para definir novas estratégias de arrecadação.
“Eu vou reunir o governo para discutir como o sistema financeiro, sobretudo as fintechs, que hoje são maiores que alguns bancos, paguem o imposto devido a esse país”, afirmou o presidente.
A MP caducou porque precisava ser aprovada até quarta-feira (8). O texto original previa a taxação de bilionários, bancos e empresas de apostas eletrônicas (bets), além da tributação de aplicações como LCI, LCA, LCD e juros sobre capital próprio, com alíquotas negociadas entre 12% e 18% para as bets. A expectativa era arrecadar R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 21 bilhões em 2026, com cortes de R$ 4,28 bilhões em gastos obrigatórios.
Segundo Lula, apesar da proposta ter sido negociada, muitos setores se recusaram a pagar, enquanto trabalhadores ainda arcam com 27,5% de imposto de renda sobre salários.
O presidente classificou a rejeição da MP não como derrota do governo, mas como derrota do povo brasileiro, afirmando que a medida teria permitido redistribuir recursos dos mais ricos para os mais pobres, melhorando a qualidade de vida da população.
Antes da queda da MP, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia cobrado o cumprimento do acordo com o Congresso, ressaltando que o governo manteve diálogo e fez concessões, mas enfrentou resistência do Centrão e de partidos de oposição.
Fonte: Ministério da Fazenda / Agência Brasil
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