Anvisa proíbe venda de medidores de glicose sem agulha que usam anel eletrônico

Agência alerta que produtos como Glucomax e Glicomax não têm eficácia comprovada e representam risco à saúde da população.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição do uso e da comercialização de alguns dispositivos que prometiam medir glicose sem a necessidade de agulhas ou retirada de sangue. Os equipamentos, vendidos como anel eletrônico, também eram anunciados como capazes de avaliar níveis de oxigênio e até atividade cardíaca, mas não possuem qualquer comprovação científica.

A medida publicada pela agência proíbe a fabricação, importação, distribuição, manipulação, propaganda e uso dos seguintes produtos: Anel para Acupressão Glucomax; Glicomax; Glucomax e Glucomax Pro.

Segundo a Anvisa, nenhum desses dispositivos possui registro sanitário ou documentação que comprove sua eficácia. Ainda assim, eles vinham sendo amplamente divulgados em sites de compras online e em redes sociais como Instagram, Facebook e TikTok. Muitos anúncios utilizavam a imagem de pessoas famosas para atrair consumidores, configurando propaganda enganosa.

A agência reforça que produtos sem registro não oferecem garantia de qualidade, segurança e eficácia, podendo trazer sérios riscos à saúde, principalmente para pessoas que dependem do monitoramento da glicose no controle do diabetes.

Médicos alertam que confiar em dispositivos sem comprovação pode levar a diagnósticos equivocados e até ao agravamento do estado de saúde de pacientes. Sem a medição correta da glicemia, há risco de complicações graves, como hipoglicemia ou hiperglicemia não detectadas a tempo.

Orientações ao consumidor

A Anvisa recomenda que consumidores não adquiram nem utilizem produtos que prometem medir glicose ou outras funções vitais sem registro sanitário. Em caso de dúvidas, deve-se sempre consultar profissionais de saúde e utilizar apenas aparelhos certificados.

Denúncias sobre a venda de itens irregulares podem ser feitas diretamente à Anvisa, por meio da Ouvidoria ou pela Central de Atendimento (0800 642 9782).

A decisão da Anvisa também faz parte de um esforço para combater a proliferação de equipamentos de saúde falsificados ou sem base científica, prática que tem crescido com o aumento do comércio digital.

Fonte: Anvisa / Agência Brasil

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