A partir de 1º de agosto, os consumidores brasileiros vão pagar mais caro na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, na sexta-feira (25), que a bandeira tarifária será vermelha patamar dois, o nível mais elevado do sistema. Com a mudança, será cobrado um adicional de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido ao cenário de a?uências abaixo da média em todo o país — ou seja, a quantidade de chuvas e volume de água nos reservatórios das hidrelétricas está aquém do esperado, reduzindo a capacidade de geração de energia por essa fonte e aumentando a necessidade de uso de termelétricas, que têm custo mais alto.
Nos meses de junho e julho, a bandeira já havia sido alterada para vermelha patamar um, com acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh. Agora, com o agravamento das condições hidrológicas, a Aneel decidiu elevar para o patamar dois, o que representa um impacto ainda maior no bolso dos consumidores.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo informar a população sobre os custos reais da geração de energia no país. As cores verde, amarela e vermelha (em dois níveis) indicam o custo de produção da energia. A bandeira verde não acrescenta nenhum valor à conta; já as bandeiras amarela e vermelha sinalizam aumentos progressivos conforme a escassez e os custos da matriz energética.
A Aneel recomenda que, durante períodos com bandeira vermelha, os consumidores redobrem os cuidados para economizar energia, adotando medidas como o uso consciente de eletrodomésticos, a redução no tempo de banho com chuveiro elétrico e o aproveitamento da luz natural.
Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
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