As estrias e a queda de cabelo podem ir muito além de uma questão estética. Para muitas mulheres, as marcas no corpo e as mudanças na aparência podem afetar diretamente a autoestima, a vida social, os relacionamentos e até a forma como enxergam a própria imagem. O tema foi abordado em entrevista ao programa Fala Você Notícias, nesta quarta (19), com a tricologista e especialista em estética avançada Josilane Costa, que explicou os diferentes tipos de estrias, as causas da queda capilar e os impactos psicológicos relacionados à busca pelo corpo considerado perfeito.
Natural de Guanambi, Josilane Costa é formada em Estética e Cosmética, pós-graduanda em Tricologia e também cursa Biomedicina e Farmácia. Durante a entrevista, ela destacou que muitas pacientes chegam ao consultório trazendo não apenas uma preocupação com a aparência, mas relatos de limitações emocionais provocadas pela insatisfação com o próprio corpo.
Segundo a especialista, há mulheres que deixam de usar determinadas roupas, frequentar praias ou piscinas e até evitam momentos de intimidade por vergonha das estrias.
“Muitas vezes, o paciente não fala somente sobre a estria. Ele fala daquilo que o limita. Tem paciente que deixa de viver momentos, de ir à praia, de usar uma roupa ou até de namorar de luz acesa por vergonha do próprio corpo”, relatou Josilane Costa.
Estrias não aparecem apenas por mudanças de peso
Durante a entrevista, a especialista explicou que as estrias são alterações na pele relacionadas à ruptura de fibras como colágeno e elastina. A formação pode estar associada a fatores genéticos, hormonais, hábitos de vida e ao uso de determinados medicamentos.
Josilane também alertou para o uso inadequado de corticoides, inclusive em produtos utilizados sem orientação profissional. Segundo ela, substâncias presentes em algumas pomadas podem contribuir para o surgimento de novas estrias.
Outro ponto destacado foi a alimentação e o estilo de vida. O consumo excessivo de produtos industrializados, açúcar, bebidas alcoólicas e outros hábitos prejudiciais pode comprometer a saúde da pele.
A especialista ressaltou ainda que pessoas magras também podem apresentar estrias e que o surgimento das marcas não está ligado exclusivamente ao ganho ou à perda de peso.
Estrias brancas têm tratamento, afirma especialista
Um dos pontos que mais chamou atenção durante a entrevista foi a afirmação de que estrias, inclusive as chamadas estrias brancas, podem receber tratamento.
Josilane Costa explicou que trouxe recentemente para Guanambi um método desenvolvido a partir de estudos e capacitação realizada em São Paulo. Segundo ela, o tratamento é individualizado e leva em consideração características como cor, espessura e origem da estria.
A profissional explicou que existem diferentes classificações e que cada caso precisa ser avaliado antes da definição do procedimento.
O número de sessões também pode variar conforme as características da pele e da estria. De acordo com Josilane, há pacientes que apresentam resultados em poucas sessões, enquanto outros casos exigem um acompanhamento mais prolongado.
Quando a estética começa a afetar a saúde emocional
A entrevista também abordou a influência dos padrões de beleza e das redes sociais na autoestima feminina.
Para Josilane Costa, a comparação constante com imagens publicadas na internet pode provocar uma percepção distorcida do próprio corpo. Filtros, edições e padrões irreais fazem com que muitas pessoas passem a enxergar defeitos em características que são naturais.
A especialista destacou a importância de diferenciar o desejo de cuidar do corpo de uma insatisfação que passa a limitar a vida da pessoa.
Em casos de sinais de distorção de imagem ou sofrimento emocional intenso, Josilane afirmou que pode ser necessário o acompanhamento de outros profissionais, dentro de uma abordagem multidisciplinar.
Queda de cabelo pode ser um sinal de alerta
Além das estrias, a tricologista falou sobre outro problema que preocupa muitas mulheres: a queda de cabelo.
Segundo Josilane, diferentes fatores podem estar relacionados à queda capilar, incluindo alimentação inadequada, alterações hormonais, estresse, doenças, perda acentuada de peso e outros processos que precisam ser investigados.
Ela chamou atenção para dietas restritivas e processos de emagrecimento sem acompanhamento adequado. Como o cabelo é formado principalmente por proteína, a deficiência nutricional pode interferir no ciclo capilar.
A especialista também alertou para receitas caseiras utilizadas diretamente no couro cabeludo.
Segundo ela, misturas armazenadas de forma inadequada podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias e provocar alterações na microbiota do couro cabeludo, inflamações e outros problemas.
O mesmo cuidado vale para procedimentos injetáveis e tratamentos capilares. A recomendação é que qualquer intervenção seja feita após uma avaliação e diagnóstico adequado.
Hábitos que podem prejudicar os cabelos
Entre os hábitos abordados durante a entrevista estão prender o cabelo excessivamente apertado, especialmente quando há tração constante nos fios, e manter o cabelo preso enquanto ainda está molhado.
Josilane explicou que a tração excessiva pode provocar danos ao folículo capilar e, em alguns casos, contribuir para problemas mais graves.
Ela também destacou que nem toda queda de cabelo é igual. Existem diferentes tipos de alterações capilares, e a investigação pode envolver avaliação clínica, histórico do paciente, exames e análise do couro cabeludo.
A profissional utiliza a tricoscopia para ampliar a visualização do couro cabeludo e avaliar características como inflamações, presença de folículos e outras condições relacionadas à saúde capilar.
“O corpo dá sinais”, alerta especialista
Ao final da entrevista, Josilane Costa deixou uma mensagem para homens e mulheres que convivem com estrias ou queda de cabelo.
Para ela, é fundamental observar os sinais do próprio organismo e procurar orientação profissional quando algo começa a interferir na saúde, na autoestima ou na qualidade de vida.
“Se você estiver tendo queda de cabelo, aprenda a ouvir o seu corpo. E, se a estria afeta a sua autoestima, existem caminhos e tratamentos que podem ser avaliados”, destacou.
A entrevista completa também trouxe informações sobre alopecia, calvície feminina e masculina, alimentação, cosméticos, óleos capilares, receitas caseiras e os cuidados necessários para preservar a saúde dos fios e do couro cabeludo.
Quer saber quais tipos de estrias existem, entender por que o cabelo começa a cair e descobrir quais hábitos aparentemente inofensivos podem estar prejudicando sua pele e seus fios? Assista à entrevista completa no YouTube Neide Lu Fala Você Notícias e confira todos os detalhes dessa conversa!
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