Dor na mandíbula, estalos ao abrir a boca, dor de cabeça frequente, zumbido no ouvido, dificuldade para mastigar e até dores no pescoço podem ser sinais da Disfunção Temporomandibular (DTM), um problema que afeta milhões de brasileiros. Durante entrevista ao programa Fala Você Notícias, da 96 FM, nesta sexta (17), a cirurgiã-dentista Adriana Tolentino, especialista em Ortodontia, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Disfunção Temporomandibular (ATM/DTM) e Dor Orofacial, esclareceu as principais dúvidas sobre a doença, explicou os sintomas, fatores de risco e mostrou como o diagnóstico precoce pode evitar complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida.
ATM: uma articulação pequena, mas que pode causar grandes transtornos
A especialista explicou que a Articulação Temporomandibular (ATM) é responsável pelos movimentos da mandíbula, fundamentais para falar, mastigar, bocejar e engolir. Quando ocorre alguma alteração nessa articulação ou nos músculos da face, surge a Disfunção Temporomandibular (DTM), que pode provocar uma série de sintomas muitas vezes confundidos com outras doenças.
Segundo Adriana Tolentino, é comum que pacientes procurem neurologistas, otorrinolaringologistas e até cardiologistas antes de descobrirem que a origem do problema está justamente na ATM.
Dor de cabeça, zumbido e estalos podem ser sinais de alerta
Durante a entrevista, Adriana destacou que os principais sintomas incluem:
- Dor na mandíbula;
- Estalos ou travamentos ao abrir e fechar a boca;
- Dor de cabeça frequente;
- Zumbido no ouvido;
- Dor na região da face;
- Dificuldade para mastigar;
- Sensação de ouvido tampado;
- Dores no pescoço e nos ombros;
- Limitação da abertura da boca.
Ela alertou que muitas pessoas convivem durante anos com esses sintomas sem imaginar que o problema pode estar relacionado à ATM.
Estresse e ansiedade também podem desencadear a DTM
Outro ponto importante abordado foi a forte relação entre fatores emocionais e a disfunção.
O estresse, a ansiedade e o hábito de apertar ou ranger os dentes (bruxismo) aumentam a sobrecarga sobre a articulação, favorecendo dores intensas e piorando os sintomas.
Segundo a especialista, cuidar da saúde emocional também faz parte do tratamento.
Quanto antes o diagnóstico, melhores os resultados
Adriana Tolentino explicou que a DTM possui tratamento e que, na maioria dos casos, não há necessidade de cirurgia.
O tratamento é individualizado e pode envolver placas oclusais, fisioterapia, exercícios específicos, mudanças de hábitos, controle do estresse, medicação quando indicada e acompanhamento multidisciplinar.
Ela ressaltou que procurar um profissional especializado logo nos primeiros sintomas evita a evolução do problema e reduz significativamente o impacto na qualidade de vida.
Qualidade de vida começa pela saúde da mandíbula
Durante o bate-papo, a especialista também reforçou que sentir dor não é normal. Muitas pessoas acabam se acostumando com dores de cabeça constantes, desconforto ao mastigar ou estalos na mandíbula sem buscar ajuda.
A orientação é procurar avaliação especializada sempre que esses sintomas forem persistentes.
A entrevista trouxe informações valiosas para quem deseja compreender melhor a DTM, identificar os sinais precoces e conhecer as opções de tratamento disponíveis.
Dor de cabeça, estalos na mandíbula ou zumbido no ouvido podem ter uma causa que você nunca imaginou. Descubra como identificar os sintomas, quando procurar ajuda e quais tratamentos realmente funcionam. Assista à entrevista completa no canal do YouTube Neide Lu Fala Você Notícias!
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