5 Linguagens do Amor e Comunicação Não Violenta: Vina Queiroz ensina como transformar relações com empatia e autoconhecimento

A mestra em Educação e idealizadora do projeto “Descomplique Sua Redação” revela como a escuta afetiva e o entendimento emocional podem reduzir conflitos e fortalecer vínculos familiares, escolares e sociais.

Vina Queiroz, mestra em educação, e Neide Lu, jornalista.

No Fala Você Notícias desta sexta-feira (02), recebemos Vina Queiroz — mestra em Educação e idealizadora do projeto “Descomplique Sua Redação” — para um bate-papo enriquecedor sobre como as 5 Linguagens do Amor podem ser aplicadas na Comunicação Não Violenta, fortalecendo vínculos, promovendo empatia e melhorando os relacionamentos interpessoais.

Segundo Vina, as cinco linguagens do amor foram descritas pelo autor Gary Chapman, em 1992, em um livro best-seller traduzido para mais de cinquenta idiomas. A partir de pesquisas, Chapman identificou que, quando uma pessoa compreende sua própria linguagem do amor, ela se sente emocionalmente abastecida e passa a se comunicar de maneira muito mais assertiva. “Dentro da comunicação não violenta, percebi ao longo da minha vida profissional, familiar e estudantil que, quando você se comunica por meio da linguagem do amor, a comunicação violenta diminui significativamente”, afirmou Vina.

Ela explicou cada uma das cinco linguagens. A primeira é o toque físico — comum em pessoas que gostam de abraços e demonstrações de carinho. “A criança se sente abastecida quando é tocada com afeto. Alguns pais, por medo de interferir na orientação sexual do filho, evitam o toque, mas essa ausência pode ser interpretada como rejeição”, alertou.

A segunda linguagem é a palavra de afirmação. Crianças, adolescentes e adultos que se identificam com essa linguagem se sentem valorizados quando recebem elogios ou reconhecimento verbal. “É importante olhar nos olhos dos filhos e dizer que os ama, que eles são importantes.”

A terceira linguagem é o tempo de qualidade — dedicar atenção plena ao outro, ainda que por apenas 20 minutos, sem distrações como celular ou redes sociais. “Isso também vale para os relacionamentos conjugais. Tempo de qualidade é essencial.”

A quarta linguagem é o presente. Para essas pessoas, o valor financeiro não importa; o essencial é ser lembrado. “Pode ser uma flor  comprada na floricultura ou colhida no quintal ou uma pequena lembrança. O importante é o gesto.”

Por fim, a quinta linguagem é atos de serviço — como servir um café, oferecer um copo d’água ou realizar pequenas gentilezas. “Esses gestos simples podem proporcionar prazer e fortalecer o vínculo com quem os recebe.”

Vina Queiroz, especialista em educação, e Neide Lu, jornalista.

Vina também falou sobre a comunicação violenta, prática comum desde a década de 1960, especialmente nos países de primeiro mundo. Ela começou a estudar a comunicação não violenta em 2018 e compartilhou que, antes desse aprendizado, se comunicava de forma agressiva com seus filhos. “Depois que compreendi o que era a comunicação não violenta, percebi o quanto estava errando. E corrigi isso com base no conhecimento que adquiri.”

Por meio do projeto Descomplique Sua Redação, Vina busca ensinar aos jovens uma comunicação mais empática e assertiva. “Mostramos a importância da gratidão à família, do amor, e compreendemos o perfil comportamental de cada um. Cada aluno aprende de forma diferente, e eu adapto meu ensino à linguagem de cada um. Se tenho três alunos em aula, e um é influente, o outro é conforme e outro estável, trabalho com cada um da forma que ele melhor aprende”, explicou.

Ela também abordou os cinco passos da Comunicação Não Violenta. O primeiro é a observação, que deve substituir o julgamento. “Em vez de dizer que seu filho é preguiçoso ou que não será ninguém, pergunte por que ele não realizou determinada atividade. Questione se dormiu bem, se houve algo que o impediu de fazer a tarefa.” O segundo passo é expressar o sentimento: dizer como se sente diante daquela situação. O terceiro é demonstrar a necessidade pessoal, mostrando que há algo importante que precisa ser respeitado.

Por fim, Vina Queiroz reforçou que o primeiro passo para uma comunicação mais amorosa e empática começa com o autoconhecimento: “Tudo começa em você e termina em você”, disse. Ela orienta que cada pessoa reflita sobre qual é a sua linguagem do amor e observe quanto tempo faz desde o último abraço em um filho, em sua mãe, ou em seu companheiro(a). “Viver com mais harmonia e amor também é saber pedir desculpas sem medo, se perdoar, entender que os erros muitas vezes vêm da falta de conhecimento — e que tudo na vida se transforma por meio do aprendizado. Não podemos ter preguiça de estudar.”

Clique no vídeo e assista ao bate-papo completo com Vina Queiroz — uma conversa transformadora sobre como as 5 Linguagens do Amor podem melhorar sua comunicação e fortalecer seus relacionamentos!

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