Saúde mental no trabalho: Psicóloga alerta para sinais de estresse e Burnout

Segundo a psicóloga, a saúde mental do trabalhador está relacionada a como ele se sente no ambiente de trabalho, incluindo aspectos emocionais, psicológicos e a forma como o serviço é realizado.

Samanta Viana, psicóloga clínica e especialista em neuropsicologia, e Neide Lu, jornalista.

No Fala Você Notícias desta quinta-feira (01), recebemos Samanta Viana, psicóloga clínica e especialista em neuropsicologia pelo Instituto Jaldo Cambuy. Durante sua participação, ela abordou o tema: “Saúde Mental no Trabalho – Um Desafio Silencioso nos Ambientes Profissionais”.

Com sensibilidade e embasamento técnico, Samanta destacou como questões emocionais e psicológicas muitas vezes passam despercebidas na rotina corporativa, impactando diretamente o desempenho dos colaboradores, o clima organizacional e a qualidade de vida.

Segundo a psicóloga, a saúde mental do trabalhador está relacionada a como ele se sente no ambiente de trabalho, incluindo aspectos emocionais, psicológicos e a forma como o serviço é realizado. “No ambiente de trabalho, existe muito estresse, muita cobrança, e isso pode acarretar diversas questões emocionais”, pontuou.

Samanta também falou sobre a Síndrome de Burnout, explicando que se trata de um esgotamento extremo causado por estresse crônico no trabalho. Ela destacou a importância de diferenciar esse extremo das situações cotidianas do ambiente profissional, que naturalmente geram estresse. “É impossível não se sentir pressionado diante de tantas exigências. Por isso, ao pensar em intervenções no ambiente de trabalho, é fundamental considerar o que é viável e o que não é, de forma realista”, afirmou.

Ela alertou ainda sobre os principais sinais de estresse que devem ser observados: alterações emocionais, dores de cabeça, perda de interesse em atividades cotidianas, distúrbios no sono, falta de apetite ou aumento excessivo de peso. “Quando o trabalhador perde o prazer em fazer o que antes gostava, inclusive fora do trabalho, é um sinal de alerta. Se a pessoa chega em casa e não tem ânimo nem para ligar a televisão, é preciso atenção”, reforçou.

Na perspectiva da neuropsicologia, Samanta explicou que as chamadas funções executivas — como atenção, memória, planejamento e flexibilidade cognitiva — podem ser comprometidas por esses transtornos. Ela exemplificou situações em que o trabalhador não consegue realizar suas tarefas ou lidar com mudanças de função no dia a dia, devido a possíveis danos cognitivos. “A neuropsicologia entra para investigar essas dificuldades, compreender as causas e, se necessário, propor intervenções. Afinal, é impossível separar o psicológico do biológico”, afirmou.

Samanta Viana, psicóloga clínica e especialista em neuropsicologia.

Sobre as categorias profissionais mais vulneráveis aos adoecimentos psíquicos, Samanta citou os professores, que enfrentam altos níveis de estresse em sala de aula, somados à desvalorização profissional e salarial; os atendentes de telemarketing, frequentemente expostos à pressão e à cobrança; e os profissionais da área da saúde, como médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, que carregam grande responsabilidade e pressão emocional. Ela mencionou também os profissionais da segurança pública, que lidam diariamente com situações de alto estresse.

Samanta enfatizou o papel fundamental dos gestores na promoção de um ambiente saudável. “Os líderes estão na linha de frente e precisam ter sensibilidade para perceber como está o clima organizacional e como os trabalhadores estão lidando com as relações no ambiente profissional. Um ambiente adoecido compromete a produtividade. Por isso, quanto melhor estiver a saúde do trabalhador, melhor será para todos”, destacou. Além disso, ela lembrou que a qualidade de vida no trabalho envolve também aspectos econômicos, e que é essencial que os gestores tenham discernimento sobre isso.

Por fim, Samanta ressaltou o trabalho desenvolvido pelo Instituto Jaldo Cambuy, que tem atuado na promoção do cuidado emocional e psicológico dos trabalhadores por meio de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos e neuropsicólogos. “Todos atuam com uma postura humanizada, entendendo que o ser humano é biológico, social e psicológico. Esse olhar integral é um grande diferencial do Instituto”, concluiu.

Clique no vídeo e entenda como o estresse, a cobrança excessiva e a falta de acolhimento impactam o bem-estar e a produtividade dos profissionais. Imperdível! 

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar