No Fala Você Notícias desta quarta-feira (30), recebemos a Dra. Ana Paula Botelho, médica dermatologista e empresária à frente do Espaço Saúde. Em sua participação no programa, ela trouxe um tema de extrema relevância para a saúde do trabalhador: as doenças ocupacionais da pele. A especialista fez um importante alerta sobre os riscos silenciosos que muitos profissionais enfrentam diariamente em seus ambientes de trabalho.
Dra. Ana Paula destacou os principais tipos de lesões cutâneas relacionadas à atividade laboral, como dermatites, alergias e irritações causadas por produtos químicos, exposição solar prolongada e o uso inadequado ou inexistente de equipamentos de proteção individual (EPIs). Ela ressaltou que a prevenção e o acompanhamento médico são essenciais para garantir a saúde da pele e evitar complicações mais graves.
Segundo a dermatologista, as dermatites ocupacionais são aquelas provocadas diretamente pela atividade profissional. “Alguns trabalhos do dia a dia podem causar danos à pele, especialmente nas mãos. Mulheres que trabalham em cozinhas ou em serviços gerais, por exemplo, têm contato constante com produtos como desinfetantes, detergentes e sabões, o que pode levar ao surgimento de placas vermelhas, bolhas e coceira. Muitas vezes, é difícil evitar o contato com esses agentes, o que dificulta o controle da dermatite”, explicou.
Dra. Ana Paula frisou que o acompanhamento contínuo com um profissional é fundamental para minimizar as agressões que a pele sofre ao longo do tempo. Ela também mencionou que profissionais como pedreiros e pintores estão sujeitos a problemas cutâneos em razão do contato com materiais agressivos à pele.
Uma das medidas preventivas mais comuns, segundo a médica, é o uso de luvas. No entanto, ela alerta que alguns pacientes desenvolvem alergia ao material da luva, especialmente ao látex. “Nestes casos, recomendamos o uso de luvas de vinil ou o uso de uma luva de algodão por baixo da luva de borracha, que pode ser alergênica. O ideal é identificar qual substância está desencadeando a reação para que o paciente possa se proteger adequadamente.”
A dermatologista também chamou a atenção para os riscos da exposição solar intensa em ambientes de trabalho. Profissionais que atuam ao ar livre estão mais propensos ao desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas e até mesmo câncer de pele. “A exposição prolongada ao sol, especialmente nos horários de maior intensidade, exige uma proteção redobrada, com uso de protetor solar, chapéus e roupas adequadas.”
Sobre os sinais de alerta, Dra. Ana Paula explicou que a dermatite de contato nas mãos costuma se manifestar com coceira, bolhas e vermelhidão, especialmente nas mãos e braços. Já em casos relacionados à exposição solar, é comum o aparecimento de manchas vermelhas ou escuras, verrugas, feridas que não cicatrizam e casquinhas ásperas, que merecem atenção e avaliação médica.
Ela também abordou a resistência de alguns trabalhadores em utilizar os equipamentos de proteção. Para a médica, é fundamental haver uma conscientização mais ampla e até campanhas educativas. “O problema é que o dano não aparece de forma imediata, o que faz com que muitas pessoas não se preocupem. Mas as consequências podem surgir anos depois, de forma grave e muitas vezes irreversível.”
Por fim, Dra. Ana Paula reforçou que algumas dessas doenças podem se tornar crônicas, como é o caso da dermatite de contato. No Espaço Saúde, os pacientes contam com o teste de contato, um exame que identifica com precisão quais substâncias causam alergias, possibilitando a adoção de medidas preventivas mais eficazes. A clínica também trabalha com educação informativa, promovendo orientações sobre os cuidados necessários com a pele no ambiente de trabalho.
Clique no vídeo e assista ao bate-papo completo com a Dra. Ana Paula Botelho! Ela explica tudo sobre as doenças ocupacionais da pele, como preveni-las e os cuidados essenciais para proteger sua saúde no ambiente de trabalho. Não perca!
Comentários