No Fala Você Notícias desta quarta-feira (19), recebemos a Dra. Carolina Donato, ginecologista obstetra especialista em saúde feminina, para uma conversa essencial sobre o HPV e os cuidados com a saúde da mulher. Em alusão ao Mês da Mulher, a médica destacou a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento do vírus, que pode estar associado ao câncer do colo do útero. Além disso, abordou a relevância da vacinação e do acompanhamento ginecológico regular como formas eficazes de proteção.
Segundo a especialista, o HPV está presente em cerca de 90% das mulheres sexualmente ativas, sendo transmitido em 98% dos casos por via sexual. Ela explicou que o câncer do colo do útero se desenvolve de forma lenta, o que permite oportunidades de prevenção. Apesar disso, ainda é o quarto tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, especialmente na região Norte.
Transmissão e impacto do HPV na saúde feminina
Dra. Carolina Donato esclareceu que, embora a transmissão ocorra majoritariamente pelo contato sexual, há relatos de contágio sem penetração, incluindo o contato das mãos com a faringe. "Sabemos que o HPV não é apenas o causador do câncer do colo do útero, mas também do câncer da orofaringe, que tem aumentado consideravelmente. Além disso, está associado ao câncer de vulva e de vagina. Felizmente, é um câncer que podemos evitar, pois há vacina e um método eficaz de rastreamento", destacou.
A importância do diagnóstico precoce
A ginecologista enfatizou que as lesões precursoras do câncer do colo do útero se desenvolvem lentamente, levando de 10 a 15 anos para se tornarem um câncer invasivo. Por isso, é fundamental que as mulheres realizem o exame preventivo anualmente. "Como a progressão desse câncer é muito lenta, conseguimos prevenir e reduzir as taxas de evolução", reforçou.
Além disso, a médica explicou que há diferentes tipos de HPV, sendo alguns responsáveis pelo câncer e outros por verrugas genitais, classificados como vírus não oncogênicos.
Novas diretrizes para o rastreamento do HPV
Dra. Carolina Donato também comentou sobre as mudanças no rastreamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o exame mais utilizado é o Papanicolau, mas o Ministério da Saúde já liberou a parte 1 da Diretriz Brasileira para o Câncer do Colo do Útero, que prevê a inclusão do teste de DNA para HPV.
Esse novo exame detecta partículas do DNA do vírus, sendo mais sensível e de alta precisão. Com essa mudança, mulheres com resultado negativo precisarão repetir o exame apenas a cada cinco anos. Caso haja contaminação nesse período, os médicos poderão identificar o vírus ainda em estágio inicial, aumentando as chances de tratamento eficaz.
A vacinação como principal forma de prevenção
A ginecologista ressaltou que a vacinação contra o HPV é fundamental, especialmente para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos, garantindo maior cobertura imunológica antes do início da vida sexual.
“A vacinação precoce oferece uma proteção mais eficaz. Além do câncer do colo do útero, o HPV pode causar câncer de vagina, vulva e orofaringe, bem como verrugas genitais. Por isso, é imprescindível que os pais levem seus filhos para tomar a vacina”, alertou.
Atendimento especializado na Clínica Gabriela Donato
Dra. Carolina Donato destacou que a Clínica Gabriela Donato já realiza exames como a citologia em meio líquido, uma técnica mais moderna e eficiente na detecção de alterações celulares.
A médica reforçou que a prevenção e o rastreamento são essenciais para reduzir os casos de câncer do colo do útero e que a combinação entre vacinação, exames regulares e acompanhamento médico pode salvar vidas.
Clique no vídeo e assista ao bate-papo completo com a Dra. Carolina Donato, que esclarece dúvidas, explica a importância da vacinação e detalha as novas diretrizes para o rastreamento do câncer do colo do útero.
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