No Fala Você Notícias desta terça-feira (18), recebemos Wilma Moura, presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (CMDDM), e Edineia Novaes, coordenadora do CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher), para uma conversa essencial sobre a Campanha do Mês da Mulher. Durante a entrevista, as convidadas abordaram os desafios enfrentados pelas mulheres, os avanços na luta pelos direitos femininos e os serviços de apoio disponíveis para vítimas de violência. O bate-papo reforçou a importância da conscientização e do fortalecimento das políticas públicas voltadas para a equidade de gênero.
Ações do Conselho Municipal de Defesa da Mulher
De acordo com Wilma Moura, as ações promovidas este ano pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher estão sendo realizadas em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, além do CRAM, CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e o NEAM (Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher).
Wilma enfatizou que o combate à violência contra a mulher deve começar pela educação. Segundo ela, é fundamental que a educação básica inclua o ensino sobre o combate à violência de gênero, conforme previsto nas diretrizes da Lei Maria da Penha. “Essa educação para a não violência não deve estar presente apenas no mês de março, mas em todos os dias do ano, pois, diariamente, há casos de violência contra a mulher”, ressaltou.
Desafios e medidas de enfrentamento
Entre os desafios do combate à violência de gênero, Wilma Moura destacou a questão econômica. Ela explicou que, atualmente, há uma lei no Brasil que determina que, nos processos de contratação – sejam eles municipais ou estaduais –, pelo menos 8% das vagas sejam destinadas a mulheres vítimas de violência. Segundo Wilma, essa medida representa um avanço na garantia da autonomia financeira das mulheres em situação de vulnerabilidade.
Ela também enfatizou a importância de incluir os homens nesse diálogo. “Para que possamos enfrentar a violência, precisamos conversar com os homens, pois é deles que, majoritariamente, parte essa violência. Eles desempenham um papel crucial na luta contra as desigualdades de gênero e podem ser aliados na promoção da igualdade. Além disso, podem desconstruir estereótipos e desafiar comportamentos machistas, apoiando as mulheres em suas lutas por direitos iguais”, pontuou.
Outro grande desafio citado por Wilma é a resistência cultural e a falta de conscientização da sociedade. Além disso, ela mencionou a discriminação institucionalizada como um problema presente em diversos setores, o que dificulta o enfrentamento da violência contra a mulher.
Programação da Campanha do Mês da Mulher
Segundo Edineia Novaes, a campanha deste ano traz como tema “Vida Sem Violência”. Como parte das atividades, no dia 19 será realizada a palestra “Como vencer o medo nos tempos atuais”, abordando ansiedade e depressão. O evento ocorrerá às 19h na Câmara de Vereadores e contará com a participação da psiquiatra Maria Elisa.
Já no dia 20, a campanha receberá a unidade móvel da Secretaria de Políticas para as Mulheres, conhecida como “Ônibus Lilás”. O veículo estará localizado nos fundos da Secretaria da Fazenda e oferecerá orientação para mulheres sobre violência de gênero. A equipe contará com duas técnicas do Estado: uma psicóloga e uma assistente social.
Encerrando as atividades, no dia 21, a Secretaria de Políticas para as Mulheres promoverá cursos de capacitação para toda a rede de enfrentamento à violência.
A campanha reforça a necessidade de unir esforços para combater a violência contra a mulher, promovendo conscientização, apoio e políticas públicas que garantam a segurança e os direitos das mulheres.
Não perca esse bate-papo essencial!
Wilma Moura, presidente do CMDDM, e Edineia Novaes, coordenadora do CRAM, trouxeram reflexões importantes sobre a Campanha do Mês da Mulher, os desafios enfrentados e as ações de apoio às mulheres. Dê o play e assista à conversa completa!
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