Fevereiro Laranja, mês de conscientização das leucemias; por Dra. Ana Carla Franco

A médica esclareceu que existem dois principais tipos de leucemias: agudas e crônicas. As leucemias agudas incluem leucemia mieloide aguda (LMA) e leucemia linfóide aguda (LLA).

No Fala Você Notícias desta quinta-feira (13), recebemos a Dra. Ana Carla Franco, médica hematologista, para uma conversa fundamental sobre o Fevereiro Laranja – mês de conscientização sobre as leucemias. Durante a entrevista, a especialista abordou a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da doação de medula óssea, ressaltando que a informação pode salvar vidas. O Fevereiro Laranja tem como objetivo alertar a população sobre os sinais e sintomas da leucemia, além de incentivar o cadastro de doadores no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea).

A Dra. Ana Franco explicou que, desde 1990, foram criadas campanhas de conscientização associadas a cores específicas para cada mês do ano, sendo fevereiro representado pela cor laranja, em referência à luta contra a leucemia. Ela enfatizou que este período é essencial para ampliar a conscientização sobre a doença em diferentes aspectos.

Tipos de leucemia

A médica esclareceu que existem dois principais tipos de leucemias: agudas e crônicas. As leucemias agudas incluem leucemia mieloide aguda (LMA) e leucemia linfóide aguda (LLA). Já as leucemias crônicas são classificadas em leucemia mieloide crônica (LMC) e leucemia linfóide crônica (LLC).

Ela destacou que a cura é mais buscada para as leucemias agudas do que para as crônicas, pois as agudas exigem um tratamento mais intensivo e imediato. Embora ainda não seja possível falar em cura total para todos os casos, a evolução da medicina tem aumentado significativamente as chances de recuperação, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e oferecendo novos tratamentos.

Diagnóstico e sintomas

Sobre as leucemias crônicas, a Dra. Ana Franco explicou que, por serem mais indolentes (de evolução lenta), muitas vezes são detectadas em exames de rotina. O paciente pode descobrir alterações em um hemograma, como aumento dos glóbulos brancos, anemia ou alteração nas plaquetas, sem necessariamente apresentar sintomas evidentes.

No caso das leucemias agudas, os sintomas costumam ser mais intensos e incluem: anemia: palidez, cansaço excessivo, falta de ar e palpitações; Infecções frequentes: devido à baixa imunidade; sangramentos anormais: como sangramentos na gengiva, no nariz e até mesmo aumento do fluxo menstrual.

Prevenção e check-up médico

A médica ressaltou que não há uma forma específica de prevenção para a leucemia, nem um exame único capaz de detectá-la precocemente. No entanto, recomenda-se a realização de check-ups regulares, incluindo hemogramas, e a observação atenta de sinais como anemia inexplicável.

Ela orientou que, ao notar sintomas persistentes ou alterações nos exames, o ideal é procurar um hematologista, pois esse profissional poderá conduzir a investigação da melhor forma e indicar o tratamento adequado.

Tratamentos disponíveis

Dra. Ana Carla explicou que o tratamento da leucemia pode variar de acordo com o tipo da doença e o perfil do paciente. Entre as principais opções estão: quimioterapia; terapia-alvo; radioterapias e transplante de medula óssea.

A hematologista reforçou a importância do cadastro de doadores de medula óssea, um gesto simples, mas que pode ser a única esperança de cura para muitos pacientes.

Ela finalizou a entrevista enfatizando que a leucemia tem tratamento e, em muitos casos, cura. No entanto, a eficiência dos tratamentos e a  ajuda os profissionais da medicina medicina são fatores fundamentais para melhora do paciente. 

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