UNACON Caetité: Mobilização pela saúde e retomada dos serviços essenciais

Ele cita que já ficaram dois meses sem receber mais de acordo o que era lançado nas planilhas as coisas iam ocorrendo. No final de setembro para inicio de outubro, ele conta que foi o periodo em que ficou mais crítico toda esta situação.

Neide Lu, jornalista apresentadora e Wadson Matos, técnico em enfermagem e hemodiálise.

No Fala Você Notícias desta segunda-feira (10), converssamos com  Wadson Matos, técnico em enfermagem e hemodiálise, que destacou a importante mobilização em defesa da UNACON de Caetité. Durante o bate-papo, ele compartilhou detalhes sobre a situação atual da unidade, os desafios enfrentados pelos profissionais da saúde e as ações realizadas para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população. 

De acordo com Wadson Matos a Fundação Terra Mãe sempre honrou com todos os seus compromissos de forma justa e como combinado desde o ato das contratações. Ele disse que os impasses começaram a ocorrer no final do ano de 2023 para inicio de 2024, que é quando se agravou toda esta situação. 

Ele reforça que no ano de 2024 começaram a notar nos atendimentos, da prestação de serviços a população, não somente de Caetité, mas também, de todas as outras 42 cidades que também fazem uso da unidade UNACON. Ainda durante o ano de 2024 em relação aos trabalhadores, tiveram também alguns períodos de atrasos em relação aos pagamentos. 

Ele cita que já ficaram dois meses sem receber mais de acordo o que era lançado nas planilhas as coisas iam ocorrendo. No final de setembro para inicio de outubro, ele conta que foi o período em que ficou mais crítico toda esta situação. Além do constante atraso salarial, houve também a ausência de insumos e remédios básicos para todo o funcionamento da unidade. Foi o momento em que eles ficaram mais atentos para o que estava acontecendo. Ele disse que a esta situação começou a atingir o salário dos trabalhadores, daqueles que ficaram de férias, e tiveram seus benefícios depois de 30 dias, trabalhadores que tinham que se ausentar por alguma questão de saúde, e ao longo de alguns dias esta situação foi ficando cada vez mais crítica. 

Wadson disse que segundo informações do jurídico da instituição, a empresa deixou de receber desde o ano de 2023 proventos da Prefeitura Municipal de Caetité, que era responsabilidade dela, e também uma outra parte da sua produção e que quando recebia era como muitos atrasos, algo que impactava além da compra de insumos necessários para o bom funcionamento do hospital, também para com a obrigação de realizar o pagamento de todos os funcionários. 

Wadson disse que posteriormente foi procurada a Prefeitura Municipal de Caetité por meio do secretário, e também através de conversas com o prefeito. Ele disse que por meio destes obtiveram informações totalmente contrárias, pois, alegaram que tudo que estava acontecendo era de total responsabilidade da empresa que gerenciava o hospital e que a prefeitura não tinha nenhum debito com a fundação. Lhe disse que com isso, ficcava um impasse entre a empresa gestora da unidade, com a prefeitura de Caetité e também posteriormente com a SESAB através do governo estadual e que disseram que estava tudo certo com a unidade, todos os repasses provenientes de toda produção do hospital, que era uma forma idenizadora que a SESAB pagava, mas a empresa alegava também que a SESAB não estava passando em tempo habil todo o recurso que deveria ter sido nas suas produções. Algo que realmente impactou no bom funcionamento do hospital.

No meio desta situação a qual uma instituição ficava passando a responsabilidade para a outra, os funcionários resolveram levantar a bandeira devido a paralisação de alguns setores, como por exemplo, o setor bioimagem que há dois anos que o aparelho de tomografia estava quebrado sem manutenção. Com isso, os pacientes das UTIS que estavam em funcionamento tinham que sair da UTI, com transporte vindo da sua cidade de origem pra trazer o paciente para Guanambi ou para onde a regulação encaminhasse, para a realização do exame e retornar a unidade, algo que a própria unidade deveria fornecer este serviço ao paciente. 

O técnico disse que a situação ficou ainda pior quando tiveram o fechamento de uma UTI. Quando perderam a funcionalidade de dez leitos de UTI, foi o momento em que toda a equipe de enfermagem junto com os médicos e toda organização do hospital se comoveu  e resolveram reivindicar sobre a situação.  Foi a partir disso que realizaram o primeiro ato de protesto na Praça Catedral até a porta da unidade. 

Ele disse que, ontem, domingo, dia 09, por volta das 8h da manhã, houve a presença do prefeito da cidade de Caetité, juntamente com toda a assessoria, representantes da SESAB e o policiamento militar, que realizaram a intervenção e a retomada do prédio onde funciona a UNACON Caetité. Ele detalhou que a intervenção foi tranquila, sem nenhum desconforto, com toda a assessoria possível. Durante a ação, foram feitas verificações, conversas com os trabalhadores e inspeções nos ambientes, nos setores que estavam fechados e nos que estavam em funcionamento. Além disso, receberam também os representantes da empresa que, a partir do dia 09, irá gerenciar e organizar todo o prédio da UNACON de Caetité.

Wadson Matos disse que segundo informações da empresa que realizou a intervenção na UNACON de Caetité, os setores e os serviços que estão em funcionamento no momento, são: Unidade de terapia intensiva, setores de oncologia, e uma enfermaria clinica. Os demais setores terão retomada gradativa, assim que a empresa se adequar a sua instalação em todo o hospital, fazer todo o levantamento, mantendo todo os profissionais na unidade. Em relação aos salários pendentes dos trabalhadores, ele disse que de acordo com informações as pendências serão de total responsabilidade até dia 08 de fevereiro, são da FTM ( Fundação Terra Mãe), que a empresa que gerenciava a UNACON  e a partir do dia 09 deste mês a responsabilidade dos proventos é da nova empresa. 

Ele disse que até o momento não conseguiram contato com a a Fundação Terra Mãe e estão aguardando maiores informações com toda a assessoria que estão tendo no momento. 

Hoje ainda ocorreu uma imobilização em frente ao hospital simples e pacifica, para dizerem que estão atentos a tudo que vem e que vai acontecer com a fundação. Ele disse que mesmo que a nova empresa tenha entrado, eles querem realmente que os serviços que estavam sendo prestados na UNACON possam ser restabelecidos. 

Confira o bate-papo completo no vídeo! ???? Wadson Matos fala sobre a mobilização pela UNACON de Caetité e os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde. Não perca os detalhes dessa importante luta! Clique e assista agora!

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